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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou como um marco histórico a aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, ocorrida nesta sexta-feira (9). Em tom de celebração, a líder europeia destacou que, após 25 anos de impasses e negociações, os blocos finalmente consolidaram o que passa a ser a maior área de livre comércio do planeta.
“Com o acordo Mercosul, estamos criando um mercado de 700 milhões de pessoas. Chegamos a um pacto substancial e mutuamente benéfico”, afirmou Von der Leyen.
A presidente ressaltou o impacto direto na economia europeia, mencionando que cerca de 60 mil empresas do continente já exportam para o Mercosul. Segundo ela, metade desses negócios é composta por pequenas e médias empresas, que verão sua competitividade aumentada com a redução drástica das tarifas de importação.
Assinatura no Paraguai
Com o aval dos países-membros da UE garantido, a agenda diplomática agora segue para o solo sul-americano. Von der Leyen confirmou que viajará ao Paraguai na próxima segunda-feira (12 de janeiro). O país detém a presidência rotativa do Mercosul e será o palco da assinatura definitiva que dará início a esta nova fase das relações transatlânticas.
O que o Brasil ganha com o acordo?
Para a economia brasileira, o tratado representa uma mudança de patamar no comércio exterior. Entre os principais benefícios destacados por especialistas e autoridades estão:
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Acesso Facilitado: O setor produtivo brasileiro terá as portas abertas para um mercado consumidor de 450 milhões de pessoas na Europa.
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Impulso ao Agronegócio: Produtos como carnes, açúcar, etanol, suco de laranja e grãos terão menos barreiras de entrada, tornando-se mais competitivos.
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Redução de Impostos: A eliminação gradual de impostos de importação abrangerá tanto produtos agrícolas quanto industriais.
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Investimentos Estrangeiros: A nova previsibilidade nas regras comerciais deve atrair capital europeu para projetos de infraestrutura, tecnologia e indústria no Brasil.
Um mercado de 700 milhões
A soma das populações dos dois blocos resulta em um mercado integrado de aproximadamente 700 milhões de pessoas. Além dos ganhos comerciais imediatos, a União Europeia vê no Mercosul um parceiro estratégico para garantir o fornecimento de matérias-primas essenciais e fortalecer laços geopolíticos em um cenário global de incertezas.