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O Ministério do Poder Popular para o Serviço Penitenciário da Venezuela afirmou ter libertado 116 presos políticos nos últimos dias, após o anúncio feito na semana passada, depois da queda do ex-ditador Nicolás Maduro. No entanto, organizações de direitos humanos colocam em dúvida os números oficiais e dizem que apenas parte dessas libertações pôde ser confirmada até agora.
Segundo organizações não governamentais que acompanham a situação no país, cerca de 40 excarceramentos foram efetivamente verificados, sendo 24 deles realizados durante a madrugada. As entidades alertam que há divergência entre os dados divulgados pelo regime e as informações checadas de forma independente, e afirmam que o monitoramento das liberações segue em andamento.
Em nota oficial, o ministério venezuelano declarou que a revisão dos casos de pessoas presas por motivos políticos ocorre de forma permanente e em conformidade com a legislação nacional. O órgão também reiterou o compromisso do Estado com a justiça, o diálogo e a paz. Ainda de acordo com o governo, 187 presos políticos teriam sido libertados em dezembro de 2025.
A organização Foro Penal, referência no monitoramento de detenções políticas na Venezuela, confirmou na madrugada desta segunda-feira a libertação de 24 presos políticos, conforme comunicado divulgado na rede social X. Entre os libertados estão venezuelanos e estrangeiros que estavam detidos nos centros penitenciários La Crisálida e El Rodeo 1.
No presídio La Crisálida, nove pessoas foram libertadas, entre elas Yuli Marcano Rojas, Beverly Polo, Deisy Hugles González e Rosa Carolina Chirinos Zambrano. Já no complexo penitenciário El Rodeo 1, 15 detentos deixaram a prisão, incluindo dois cidadãos italianos, Alberto Trentini e Mario Burló, além de outros presos de nacionalidade venezuelana e estrangeira.
O Foro Penal informou ainda que segue verificando novas libertações que podem ter ocorrido durante a mesma madrugada. Até o fim de semana anterior, a organização havia confirmado apenas 17 excarceramentos, enquanto ao menos 803 pessoas continuam presas por motivos políticos no país.
Entre os nomes anteriormente confirmados como libertados estão também cidadãos espanhóis, como Andrés Martínez Adasme, Ernesto Gorbe, José María Basoa, Miguel Moreno Dapena e Rocío San Miguel, que possui dupla nacionalidade.
A atual administração venezuelana, liderada por Delcy Rodríguez, anunciou a liberação de presos políticos após a prisão de Nicolás Maduro em Caracas, realizada pelos Estados Unidos durante uma operação militar em território venezuelano. O episódio marcou uma mudança drástica no cenário político do país e intensificou a pressão internacional por avanços concretos na área de direitos humanos.