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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (12) um embargo comercial ao Irã, estabelecendo tarifa de 25% para qualquer país que realize negócios com a República Islâmica. A medida foi divulgada em publicação na rede social Truth Social.
“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações com os Estados Unidos da América”, escreveu Trump. “Esta ordem é final e conclusiva. Obrigado pela atenção a este assunto!”
O Irã já enfrenta sanções severas impostas pelo governo americano, mas a nova medida ameaça agravar ainda mais a crise econômica do país, que enfrenta colapso da moeda local e protestos contra o regime.
Segundo o Banco Mundial, a China é o principal parceiro comercial do Irã, respondendo por mais de um quarto das importações e exportações do país. Outros parceiros importantes incluem Iraque, Turquia e Emirados Árabes Unidos.
Ainda não está claro como a Casa Branca aplicará a nova política. Trump já tentou penalizar países que importam petróleo russo, mas a medida foi aplicada de forma inconsistente.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Trump está “explorando” o contato diplomático de Teerã com o enviado especial Steve Witkoff, antes de decidir se ordena ataques aéreos.
O presidente norte-americano já ameaçou intervir para proteger os manifestantes, mas declarou a jornalistas no domingo: “O Irã ligou para negociar ontem e uma reunião está sendo marcada, mas talvez precisemos agir devido ao que está acontecendo antes do encontro”.
Os protestos têm sido violentos: pelo menos 544 pessoas morreram no país desde o início das manifestações, sendo 496 manifestantes e 48 membros das forças de segurança, segundo a Human Rights Activists News Agency, com sede nos EUA.
Leavitt destacou que a comunicação recebida por Witkoff tinha um tom “muito diferente das declarações públicas de Teerã”. “Houve um oficial do governo iraniano que entrou em contato com um membro da equipe próxima ao presidente, expressando um tom muito diferente do que se vê publicamente”, disse.
Apesar disso, autoridades iranianas continuam desafiadoras em público. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que “estamos totalmente preparados” para a guerra, e o presidente do parlamento, Baqer Qalibaf, ameaçou “disciplinar” Trump.
Leavitt reforçou que Trump mantém todas as opções sobre a mesa, incluindo ataques aéreos. “A diplomacia é sempre a primeira opção do presidente… O que se vê publicamente do regime iraniano é muito diferente das mensagens que a administração recebe em sigilo”, afirmou.
A secretária ainda acrescentou que Trump “não tem medo de usar opções militares quando julgar necessário, e ninguém sabe disso melhor do que o Irã”, citando os ataques americanos a instalações nucleares iranianas em 22 de junho. “Ele certamente não quer ver pessoas sendo mortas nas ruas de Teerã. Infelizmente, é isso que estamos presenciando agora”, concluiu.