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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conclamou nesta terça-feira (13) os manifestantes iranianos a manterem os protestos e a “tomarem o controle” das instituições do regime, em uma mensagem publicada na rede social Truth Social. A declaração intensifica o apoio público de Washington ao movimento de oposição que desafia o governo clerical do Irã.
“Patriotas iranianos, SIGAM PROTESTANDO — TOMEM O CONTROLE DE SUAS INSTITUIÇÕES!”, escreveu Trump em letras maiúsculas, em um tom incomum para comunicações diplomáticas oficiais.
Na mesma publicação, o presidente norte-americano fez ameaças diretas a autoridades e agentes envolvidos na repressão aos protestos. “Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço muito alto”, afirmou. Trump também anunciou o cancelamento de todas as reuniões com representantes do governo iraniano, alegando que os contatos só serão retomados quando cessar o que chamou de “assassinato sem sentido de manifestantes”.
Ao final da mensagem, Trump afirmou que “a ajuda está a caminho” e utilizou a sigla MIGA — “Make Iran Great Again” (“Tornar o Irã grande novamente”), em referência direta ao seu tradicional slogan de campanha, “Make America Great Again”.
Mortes e repressão
A declaração ocorre após um funcionário iraniano reconhecer oficialmente cerca de 2.000 mortes durante as manifestações, a primeira admissão pública do elevado número de vítimas desde o início da repressão, há cerca de duas semanas. Organizações internacionais de direitos humanos, no entanto, afirmam que o número real pode ser ainda maior. Segundo esses grupos, 648 mortes foram verificadas, mas estimativas apontam que o total pode ultrapassar 6.000 vítimas.
As manifestações, que começaram motivadas pela grave crise econômica e pelo aumento do custo de vida, evoluíram rapidamente para um movimento mais amplo contra o sistema teocrático que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979, configurando o maior desafio ao regime em mais de quatro décadas.
Tensão diplomática e sanções
A Casa Branca havia informado anteriormente que Trump “não tem medo” de uma ação militar contra o Irã, mas que, neste momento, prioriza a via diplomática. Em resposta, o chanceler iraniano Abás Araqchi declarou que Teerã está “preparado para qualquer eventualidade” e classificou as ameaças dos Estados Unidos como “incompatíveis com o diálogo”.
Na segunda-feira (12), Trump também anunciou a imposição de uma tarifa de 25% a países que mantiverem relações comerciais com o Irã, medida que pode impactar economias como China, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Iraque. Pequim reagiu afirmando que protegerá seus “legítimos direitos e interesses” e alertou que “não há vencedores em uma guerra tarifária”.