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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confiscou um navio petroleiro ligado à Venezuela no Caribe durante uma operação coordenada realizada antes do amanhecer. A ação foi conduzida por fuzileiros navais e marinheiros da Força-Tarefa Conjunta Southern Spear, em apoio ao Departamento de Segurança Interna, e teve como alvo o petroleiro Verónica, interceptado sem incidentes após deixar a área de operação do porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN 78).
Through #OpSouthernSpear, the Department of War is unwavering in its mission to crush illicit activity in the Western Hemisphere in partnership with @USCG through @DHSgov and @TheJusticeDept.
In another pre-dawn action, Marines and Sailors from Joint Task Force Southern Spear,… pic.twitter.com/brxO9xXUu3
— U.S. Southern Command (@Southcom) January 15, 2026
Segundo autoridades americanas, o Verónica é a embarcação mais recente a desafiar a quarentena imposta pelo então presidente Donald Trump a navios sancionados que atuam na região. Para o governo dos EUA, a apreensão demonstra a eficácia da Operação Southern Spear e o controle sobre atividades ilícitas em águas do hemisfério ocidental.
A operação contou com o apoio integral do Grupo de Prontidão Anfíbia da Marinha dos Estados Unidos, que inclui os navios USS Iwo Jima (LHD 7), USS San Antonio (LPD 17) e USS Fort Lauderdale (LPD 28). De acordo com o Departamento de Defesa, a confiscação do Verónica integra uma missão mais ampla voltada a interromper atividades ilegais, restaurar a segurança e proteger os interesses norte-americanos na região, em cooperação com a Guarda Costeira e o Departamento de Justiça.
Nos últimos meses de 2025 e nas primeiras semanas de janeiro de 2026, os Estados Unidos intensificaram de forma significativa as apreensões de petroleiros associados ao comércio de petróleo venezuelano e a supostas atividades ilícitas. Essa escalada faz parte de uma campanha de “pressão máxima” que, segundo um funcionário norte-americano ouvido pela agência Reuters, incluiu a implementação de um bloqueio naval e a captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026.
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, forças americanas interceptaram ao menos seis grandes petroleiros que tentavam driblar sanções internacionais. Em 9 de janeiro de 2026, a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear apreendeu o navio Olina (antigo Minerva M) no Caribe. Já o Bella 1, rebatizado de Marinera e que operava sob bandeira russa no momento da captura, foi interceptado em 7 de janeiro após uma perseguição prolongada no Atlântico Norte. Nos primeiros dias de janeiro, também foi apreendido o Vela 1, petroleiro ligado ao Irã. Em 8 de janeiro, os navios Sophia e Marinera foram reportados como confiscados em águas internacionais do Caribe e do Atlântico. A série de apreensões teve início em 10 de dezembro de 2025, com a captura do Skipper, logo após o começo do bloqueio naval.
Paralelamente, os Estados Unidos concluíram as primeiras vendas de petróleo venezuelano no âmbito de um acordo avaliado em US$ 2 bilhões, fechado no início de janeiro entre Caracas e Washington. A informação foi confirmada nesta quinta-feira por um funcionário norte-americano à Reuters. Os recursos iniciais dessas vendas, estimados em cerca de US$ 500 milhões, permanecem depositados em contas bancárias sob controle dos Estados Unidos, conforme ordem emitida na última sexta-feira. Uma fonte do setor, citada pela Reuters, informou que a conta principal está localizada no Catar, país escolhido como território neutro para a gestão dos recursos sob supervisão americana, sem risco de confisco por terceiros. O site Semafor foi o primeiro a noticiar a conclusão das vendas.
Após a captura de Maduro, o presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos pretendem vender entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano em parceria com empresas americanas. Segundo a porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, trata-se de “um acordo energético histórico com a Venezuela que beneficiará os povos americano e venezuelano”. Rogers afirmou ainda que a equipe de Trump está facilitando negociações com companhias petrolíferas dos EUA interessadas em realizar investimentos de grande porte para recuperar a infraestrutura petrolífera venezuelana.