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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (26) que irá enviar o secretário de fronteira Tom Homan a Minneapolis após a morte de mais um cidadão norte-americano durante uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), no estado de Minnesota.
O anúncio foi feito por Trump em uma publicação na rede social Truth Social. No texto, o presidente afirmou que Homan — conhecido como “czar da fronteira” por sua política de “linha dura” e de “tolerância zero” à frente do setor durante o primeiro mandato do republicano — “é duro, mas justo, e responderá diretamente a mim”.
Na mesma publicação, Trump voltou a alegar a existência de fraudes em programas de assistência social no estado. Segundo o presidente, uma investigação estaria em curso para apurar desvios que ultrapassariam 20 bilhões de dólares. A justificativa foi usada para reforçar o envio de agentes do ICE à região, governada por Tim Walz, que foi candidato a vice-presidente na chapa de Kamala Harris na eleição que marcou o retorno de Trump à Casa Branca.
“Separadamente, está em andamento uma grande investigação a respeito da fraude massiva em programas de assistência social — de mais de 20 bilhões de dólares — que ocorreu em Minnesota e que é, ao menos em parte, responsável pelos protestos violentos e organizados que estão acontecendo nas ruas”, escreveu Trump.
A nova mobilização ocorre após a morte do enfermeiro de terapia intensiva Alex Jeffrey Pretti, baleado durante uma ação do ICE em Minneapolis, no sábado (24). Pretti estava filmando agentes federais em uma rua da cidade quando foi atingido. Ele possuía porte legal de arma e estaria armado no momento da abordagem, segundo autoridades.
Em entrevista ao jornal The Wall Street Journal no domingo (25), Trump evitou dizer se o agente federal que efetuou os disparos agiu de forma adequada, mas afirmou que o governo analisava o caso. “Eu não gosto de tiroteios”, disse o presidente, acrescentando que gosta ainda menos “quando alguém vai a um protesto com uma arma potente, totalmente carregada e com dois carregadores cheios de balas”.
O caso de Pretti foi usado por integrantes do governo para justificar a atuação dos agentes federais, menos de duas semanas após a morte de Renee Good, também durante uma operação do ICE em circunstâncias semelhantes, na mesma cidade.
Após o tiroteio, o Departamento de Segurança Interna afirmou que Pretti “resistiu violentamente” à tentativa de desarmamento, levando os agentes a dispararem “tiros defensivos”. No entanto, vídeos verificados e publicados pelo jornal The New York Times contestam essa versão. As imagens mostram que o enfermeiro não apontou uma arma contra os agentes e portava apenas um celular antes de ser imobilizado por vários integrantes do ICE e morto a tiros à queima-roupa.