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A China executou nesta segunda-feira quatro membros de destaque da organização criminosa da família Bai, com base no norte de Mianmar, por crimes que incluem homicídio, fraude em telecomunicações e tráfico de drogas, informou a televisão estatal CCTV.
Em novembro de 2025, cinco líderes do grupo haviam sido condenados à morte. Bai Suocheng, um dos condenados, morreu após o veredicto de primeira instância, enquanto os quatro restantes foram executados por um tribunal em Shenzhen, na província de Guangdong, segundo o Supremo Tribunal do país.
Imagens de vigilância divulgadas pelas autoridades mostram membros da família Bai, incluindo arquivos de Bai Suocheng e Bai Yingcang com milícias locais de Mianmar, e registros de operações de fraude em telecomunicações conduzidas pelo grupo na região.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que a ação representa “resultados significativos” no combate ao crime transfronteiriço em telecomunicações e internet.
De acordo com a sentença, os executados integravam uma rede criminosa responsável por fraudes online, abertura de cassinos ilegais, sequestros, homicídios e tráfico de drogas. Estima-se que as atividades ilícitas tenham movimentado mais de 29 bilhões de yuans (aproximadamente 4 bilhões de dólares).
O tribunal considerou os crimes “extremamente graves”, com consequências “especialmente sérias” e elevado impacto social, justificando a execução das penas após rejeitar os recursos apresentados em segunda instância.
Lin Jian acrescentou que a China mantém cooperação ativa com Mianmar e outros países para combater fraudes transfronteiriças, proteger a segurança das pessoas e preservar a ordem na região. O governo chinês prometeu intensificar a colaboração internacional e reforçar as ações contra fraudes, jogos ilegais online e outras atividades criminosas transnacionais.
As execuções ocorreram poucos dias após a China ter executado onze membros da chamada máfia da família Ming, também ligada a centros de ciberfraudes em áreas fronteiriças de Mianmar, em uma ofensiva ampla contra redes de fraude transfronteiriça.
Segundo relatório da ONU, pelo menos 120 mil pessoas estariam retidas em centros de Mianmar, obrigadas a realizar golpes online, enquanto no Camboja, outro epicentro dessas atividades, o número chega a 100 mil. As vítimas, atraídas por falsas ofertas de emprego, são submetidas a violência extrema e forçadas a cometer fraudes em computadores, segundo autoridades internacionais.
Nos últimos anos, a China intensificou operações em conjunto com a junta militar de Mianmar, resultando na desarticulação de redes criminosas e na extradição de centenas de suspeitos para o país. Além disso, coopera com países do Sudeste Asiático, como Tailândia, Mianmar e Camboja, para combater os chamados “centros de fraude”, tendo repatriado dezenas de milhares de suspeitos de crimes transnacionais.