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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (28) o início de um ataque massivo contra o regime do Irã, prometendo “aniquilar” a marinha iraniana e destruir completamente sua infraestrutura de mísseis. A declaração foi publicada na plataforma Truth Social, após o início dos bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos em território iraniano.
“Vamos destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis por completo. Será totalmente — repito — aniquilada. Vamos destruir sua marinha”, afirmou o presidente.
Trump também enviou um recado direto à população iraniana, afirmando que chegou a “hora da liberdade”. No comunicado, orientou os cidadãos a permanecerem em casa diante da intensificação dos ataques.
“Permaneçam protegidos. Não saiam de suas casas. Está muito perigoso lá fora. Bombas cairão por todos os lados. Quando terminarmos, assumam o controle do seu governo. Ele pertencerá a vocês”, declarou.
O presidente norte-americano também fez um apelo às forças de segurança iranianas, incluindo a Guarda Revolucionária — responsável pela proteção do regime dos aiatolás. Segundo Trump, os agentes que depuserem as armas receberão “imunidade completa”. Caso contrário, advertiu, “enfrentarão morte certa”.
O mandatário reconheceu que a ofensiva pode resultar em baixas entre militares americanos. “É possível que se percam as vidas de valentes heróis americanos e que tenhamos baixas”, afirmou.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos batizou a ofensiva de “Operação Fúria Épica”, nome divulgado nas redes sociais. A ação ocorre após o maior deslocamento militar americano para o Oriente Médio em mais de duas décadas.
Em junho, os EUA já haviam realizado bombardeios contra os principais centros nucleares iranianos, em apoio à campanha militar de Israel contra Teerã. A nova ofensiva amplia significativamente a escala do conflito e eleva a tensão na região, aumentando o risco de uma escalada ainda maior no Oriente Médio.
Mensagem completa de Trump após os ataques dos EUA e de Israel
Há pouco, o Exército dos Estados Unidos iniciou importantes operações de combate no Irã. Nosso objetivo é defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo implacável de pessoas duras e terríveis. Suas atividades ameaçadoras colocam em risco direto os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo.
Durante 47 anos, o regime iraniano entoou “Morte aos Estados Unidos” e conduziu uma campanha interminável de derramamento de sangue e assassinatos em massa, mirando os EUA, nossas tropas e pessoas inocentes em muitos países. Uma das primeiras ações do regime foi apoiar a violenta tomada da embaixada americana em Teerã, onde dezenas de americanos foram mantidos reféns por 444 dias. Em 1983, representantes do Irã realizaram o atentado contra o quartel dos fuzileiros navais em Beirute, que matou 241 militares americanos. Em 2000, sabiam e provavelmente participaram do ataque ao USS Cole, no qual muitos morreram. Forças iranianas mataram e mutilaram centenas de militares americanos no Iraque.
Segundo ele, representantes do regime continuaram lançando inúmeros ataques contra forças americanas estacionadas no Oriente Médio nos últimos anos, além de ações contra navios militares e comerciais dos EUA em rotas marítimas internacionais. “Foi terrorismo em massa, e não vamos mais tolerar isso”, afirmou.
Trump declarou que, do Líbano ao Iêmen e da Síria ao Iraque, o regime armou, treinou e financiou milícias que espalharam violência pela região. Ele também atribuiu ao Irã apoio ao Hamas nos ataques de 7 de outubro contra Israel, que deixaram mais de mil mortos, incluindo 46 americanos, e 12 cidadãos dos EUA feitos reféns.
O presidente afirmou que o Irã é o principal patrocinador estatal do terrorismo no mundo e acusou o regime de reprimir violentamente protestos internos. Reforçou que sempre foi política dos Estados Unidos — especialmente em seu governo — impedir que o Irã obtenha armas nucleares. “Nunca poderão ter armas nucleares”, disse.
Ele citou a “Operação Martelo da Meia-Noite”, realizada em junho, que teria destruído o programa nuclear iraniano em Fordow, Natanz e Isfahan. Após essa ação, segundo Trump, os EUA advertiram o Irã a não retomar o programa nuclear e tentaram negociar um acordo, mas Teerã teria se recusado.
O presidente afirmou ainda que o Irã tentou reconstruir seu programa nuclear e desenvolver mísseis de longo alcance capazes de ameaçar aliados europeus, tropas americanas no exterior e até o território dos Estados Unidos.
“Por essas razões, as Forças Armadas dos Estados Unidos estão conduzindo uma operação massiva e contínua para impedir que essa ditadura radical ameace nossos interesses fundamentais de segurança nacional”, declarou. Ele prometeu destruir os mísseis iranianos, desmantelar a indústria de mísseis e neutralizar a capacidade naval do país.
Trump reconheceu que pode haver baixas americanas, mas classificou a missão como “nobre” e voltada para proteger as futuras gerações. Disse confiar na superioridade militar dos EUA e pediu proteção divina aos militares envolvidos na operação.
Em um recado direto à Guarda Revolucionária Islâmica e às forças de segurança iranianas, afirmou que deveriam depor as armas e que teriam imunidade total caso o fizessem; caso contrário, enfrentariam “morte certa”.
Ao se dirigir ao povo iraniano, Trump afirmou que “a hora da liberdade está próxima”, pediu que permaneçam em casa devido ao risco de bombardeios e os incentivou a assumir o controle do próprio governo após o fim das operações. “Os Estados Unidos os apoiam com força esmagadora e devastadora”, declarou.
O discurso foi encerrado com uma bênção às Forças Armadas americanas e aos Estados Unidos da América.
