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Israel anunciou nesta quinta-feira (5) o início de uma nova etapa de sua ofensiva militar contra o regime iraniano, com o objetivo de aumentar a pressão sobre os pilares políticos e estratégicos de Teerã.
O chefe do Estado-Maior de Israel, tenente-general Eyal Zamir, afirmou que, após concluir a fase inicial de ataques surpresa, a operação entra agora em uma fase mais intensa, com foco nas estruturas essenciais do poder iraniano.
Segundo Zamir, a ofensiva já destruiu mais de 60% dos lançadores de mísseis balísticos e 80% dos sistemas de defesa aérea do Irã, garantindo supremacia aérea quase total sobre o espaço iraniano. “Os pilotos da Força Aérea lançaram mais de 6 mil munições. Também neutralizamos grande parte dos lançadores de mísseis balísticos. Temos movimentos surpresa adicionais que não podemos revelar no momento”, disse o chefe militar.
Zamir destacou a coordenação com os Estados Unidos, mencionando contatos contínuos com seu homólogo americano, general Dan Caine, e o comandante do Comando Central, almirante Brad Cooper. Segundo ele, a ação conjunta busca “despojar o regime iraniano de suas capacidades militares e levá-lo a um isolamento estratégico sem precedentes”.
A nova fase da ofensiva israelense tem como alvo infraestruturas de poder e comando de Teerã, bem como recursos logísticos e cadeias de suprimento militar. Zamir classificou a colaboração militar entre Israel e EUA como “histórica” e essencial para enfraquecer o regime iraniano e isolá-lo internacionalmente.
Frente libanesa e Hezbollah
No fronte do Líbano, o general alertou que o grupo Hezbollah cometeu um “erro estratégico” ao aumentar sua participação no conflito, pagando um alto preço. O ex-comandante de artilharia do grupo, Zaid Ali Jumaa, responsável pelo gerenciamento do poder de fogo e ataques com mísseis e drones, foi morto em um bombardeio em Beirute. Jumaa esteve envolvido em operações no Líbano e na Síria, incluindo um ataque em 2015 que resultou na morte de dois soldados israelenses.
Avanços e impacto sobre o Irã
A campanha liderada por Israel, com coordenação dos Estados Unidos, reduziu significativamente a capacidade defensiva e ofensiva do Irã. A destruição de infraestruturas estratégicas dificulta qualquer reação efetiva de Teerã, enquanto a ofensiva avança para desmantelar os pilares do regime e seu aparato militar.
Zamir reforçou que Israel ainda mantém operações não divulgadas, com o objetivo de consolidar o isolamento estratégico do Irã e limitar a influência de grupos aliados, como o Hezbollah, na região.
(Com informações da AFP)