Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O governo do Irã rejeitou nesta quarta-feira (25) as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre supostas negociações entre Washington e Teerã. Segundo autoridades iranianas, não há acordo em andamento, em meio ao aumento das tensões militares e impactos no mercado energético.
Em comunicado divulgado pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, o Exército iraniano classificou como falsas as afirmações da Casa Branca sobre contatos diretos com o país. O porta-voz do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya criticou duramente as declarações americanas.
“Não chame de acordo a sua derrota. A era das suas promessas acabou. Hoje existem dois lados: a verdade e a mentira. E ninguém que busca a verdade será seduzido por suas narrativas”, afirmou o comunicado.
Na terça-feira (24), Trump declarou que Estados Unidos e Irã estariam próximos de chegar a um acordo e afirmou que há negociações em andamento. O presidente americano também sugeriu mudanças no regime iraniano e disse que representantes do país teriam concordado em não desenvolver armas nucleares.
Além disso, Trump mencionou que o Irã teria feito uma “grande concessão” envolvendo o estratégico Estreito de Ormuz.
Por outro lado, autoridades iranianas reconheceram apenas contatos indiretos, mas negaram qualquer negociação formal. O tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do comando militar central, reforçou essa posição em declaração transmitida pela televisão estatal.
“Os conflitos internos de vocês chegaram ao ponto de estarem negociando consigo mesmos?”, questionou. Ele reiterou que a posição do Irã permanece inalterada: “Nossa palavra desde o início é clara: nunca faremos um acordo com vocês. Nem agora, nem nunca”.
O governo iraniano também alertou para os efeitos do conflito no mercado global de energia. Segundo o comunicado, os preços do petróleo não devem retornar aos níveis anteriores enquanto não houver estabilidade na região — que, segundo o país, depende de suas próprias forças armadas.
“Nem seus investimentos na região se concretizarão, nem os preços da energia voltarão ao que eram, até que entendam que a estabilidade regional depende da força de nossas forças militares”, destacou.
Paralelamente, um porta-voz militar iraniano citado pela agência Associated Press ironizou as tentativas dos Estados Unidos de negociar um cessar-fogo, levantando dúvidas sobre a viabilidade de um plano apresentado por Washington.
Segundo fontes, a proposta teria sido encaminhada ao Irã por intermediários do Paquistão, que se ofereceram para sediar novas conversas entre os dois países.
No campo militar, o Pentágono está mobilizando duas unidades de fuzileiros navais, que podem somar cerca de 5 mil militares à presença americana na região. De acordo com autoridades, a medida busca dar maior flexibilidade estratégica aos próximos passos do governo dos EUA.
Enquanto isso, ataques aéreos atingiram alvos no Irã, e o país respondeu com mísseis e drones direcionados a Israel e outras áreas do Oriente Médio, ampliando a tensão na região.
(Com informações de AP e EFE)
