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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (30) destruir a infraestrutura energética e hídrica do Irã caso um acordo de paz não seja alcançado em breve e o Estreito de Ormuz não seja imediatamente liberado para o tráfego comercial.
Em mensagem publicada em sua plataforma Truth Social, Trump listou os alvos que poderia atacar: usinas de energia elétrica, poços de petróleo, a Ilha de Kharg — principal terminal de exportação de petróleo iraniano — e, possivelmente, plantas de dessalinização do país.
“Isso será em retaliação pelos muitos soldados e outros que o Irã massacrou e matou durante os 47 anos de ‘reinado do terror’ do antigo regime”, escreveu o presidente. Ele ressaltou ainda que todas essas instalações foram “deliberadamente preservadas” até o momento, indicando que ainda não foram atingidas por suas forças.
Segundo Trump, os Estados Unidos estão em negociações com um “novo e mais razoável regime” em Teerã, e que grandes progressos já foram feitos. No entanto, caso o Estreito de Ormuz não esteja liberado rapidamente, ele prometeu “destruir e obliterar” as infraestruturas citadas.
O presidente também afirmou que o Irã permitiria a passagem de 20 petroleiros pelo estreito, sem detalhar os termos do acordo.
Tensão crescente no Oriente Médio
O alerta de Trump ocorre em um momento de extrema tensão na região. O Irã mantém bloqueado o Estreito de Ormuz desde o início do conflito, elevando o preço do petróleo acima de US$ 100 o barril e provocando instabilidade nos mercados globais.
Nesta segunda-feira, Irã e Israel trocaram ataques aéreos, em um conflito que já dura mais de um mês, desde a ofensiva conjunta lançada em 28 de fevereiro. O chanceler iraniano Abbas Araghchi avisou que o país retaliaria caso suas infraestruturas energéticas fossem atacadas, atingindo também instalações de empresas norte-americanas na região.
A possibilidade de envio de tropas dos EUA ao Irã também aumenta a tensão. Segundo o The Washington Post, o Pentágono prepara operações terrestres de forças especiais, não uma invasão em larga escala, mas incursões pontuais. Um navio de assalto anfíbio com cerca de 3.500 fuzileiros chegou à região na última sexta-feira. O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Bagher Qalibaf, declarou que suas forças esperam a chegada de soldados americanos “para atacá-los e punir de uma vez por todas seus aliados regionais”.
Tentativas diplomáticas
No âmbito diplomático, os chanceleres de Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita se reuniram desde domingo em Islamabad para buscar soluções para o conflito. O chanceler paquistanês Ishaq Dar afirmou que o país está disposto a mediar e sediar negociações “substanciais” entre Washington e Teerã.
O conflito tem repercussões em outros países. No Líbano, ataques israelenses deixaram 1.238 mortos desde 2 de março, incluindo 124 crianças. A missão da ONU no país, UNIFIL, confirmou nesta segunda-feira a morte de um capacete azul indonésio atingido por projétil no sul do território.