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A Casa Branca afirmou nesta terça-feira (7) que não avalia o uso de armas nucleares diante da escalada de tensões com o Irã, apesar das declarações recentes do presidente Donald Trump e do vice JD Vance.
A preocupação surgiu após Trump aumentar a pressão sobre Teerã ao impor um ultimato para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o transporte global de petróleo.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente fez um alerta dramático: “Esta noite morrerá toda uma civilização, para não voltar jamais”. Apesar do tom, Trump afirmou não desejar esse cenário, mas disse considerá-lo possível caso o regime iraniano não mude de postura até o prazo estipulado, que se encerra às 20h (horário de Washington).
O vice-presidente JD Vance reforçou o discurso durante uma conferência em Budapeste. Segundo ele, os Estados Unidos dispõem de “ferramentas” que ainda não foram utilizadas, mas que podem ser acionadas caso o Irã não altere seu comportamento.
Apesar disso, a Casa Branca tratou de desmentir rumores sobre uma eventual opção nuclear. Em resposta a publicações nas redes sociais, o governo classificou como infundadas as interpretações de que Vance teria insinuado o uso de armas atômicas.
“Literalmente, nada do que o vice-presidente disse sugere isso”, afirmou o perfil oficial da administração, rebatendo especulações que ganharam força após postagens ligadas à Partido Democrata.
O clima de tensão aumentou ainda mais com o prazo do ultimato e a circulação de hipóteses sobre possíveis cenários de ataque. Até o momento, a Casa Branca não detalhou o alcance exato das advertências feitas por Trump e Vance.
Em suas declarações, o presidente classificou o momento como “um dos mais importantes da longa e complexa história do mundo” e atribuiu a crise a décadas de ações do regime iraniano. Trump também sugeriu a possibilidade de uma mudança de regime no país, afirmando que um novo governo poderia trazer algo “revolucionariamente maravilhoso”.
As declarações ocorrem em paralelo a uma série de ataques coordenados contra infraestruturas estratégicas no Irã. Relatos indicam danos significativos em diferentes regiões do país: um ponte ferroviária foi destruída em Kashan, com registro de mortes; em Qom, linhas de comunicação foram atingidas; e, no Azerbaijão Oriental, um bombardeio bloqueou uma importante rodovia, afetando o fluxo comercial em direção a Teerã.
Veículos ligados ao governo iraniano confirmaram que os ataques impactaram operações essenciais e prejudicaram a mobilidade em várias áreas do país.
Diante desse cenário, a Casa Branca buscou reduzir a intensidade das especulações envolvendo o uso de armamento nuclear, destacando que, apesar do tom firme adotado pela administração, não há decisão nesse sentido.
Ao mesmo tempo, o governo Trump mantém a pressão pela reabertura do Estreito de Ormuz e não descarta novas medidas caso o Irã não recue.
A comunidade internacional acompanha a crise com preocupação, diante do risco de uma escalada ainda maior no conflito. O fechamento da rota marítima e os ataques a pontos estratégicos elevaram a tensão global e intensificaram os apelos por moderação e por uma solução diplomática.
(Com informações de agências internacionais)