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🧡 Ver Ofertas na ShopeeOs peruanos foram às urnas neste domingo (7) para escolher o nono presidente em apenas dez anos. A disputa de segundo turno entre a conservadora Keiko Fujimori (Fuerza Popular) e o ex-ministro de esquerda Roberto Sánchez (Juntos por el Perú) acontece em um cenário de profundo desencanto popular, onde a crise de segurança e a ingovernabilidade se tornaram as principais pautas da campanha.
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A votação ocorre sob a sombra de uma década de caos institucional. Desde 2016, oito presidentes passaram pelo Palacio de Gobierno, e nenhum deles conseguiu terminar o mandato de forma regular. As sucessões foram marcadas por renúncias, vacâncias presidenciais e intervenções congressuais que transformaram a instabilidade no traço mais constante do sistema político peruano.
Keiko: a quarta tentativa da herdeira do fujimorismo
Aos 51 anos, Keiko Fujimori chega à sua quarta segunda volta presidencial. Desta vez, o cenário é diferente: seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, faleceu em setembro de 2024; ela foi absolvida de um processo por lavagem de ativos; e se divorciou do ex-marido. Líder do partido Fuerza Popular, obteve 17,19% dos votos no primeiro turno.
Sua plataforma de governo, batizada de “Perú con Orden”, aposta em uma linha dura para conter a criminalidade. Keiko prometeu “agir com muita força desde o primeiro dia” e propõe o deslocamento de policiais e militares em ônibus metropolitanos. Ela também defende a expulsão imediata de migrantes ilegais que cometem delitos, a construção de quatro megapresídios e a redução da pobreza a 15% em cinco anos.
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Roberto Sánchez e o “chapéu” de Pedro Castillo
Do outro lado, Roberto Sánchez, de 57 anos, carrega o legado do ex-presidente encarcerado Pedro Castillo (2021-2022). Condenado a 11 anos e 5 meses de prisão, Castillo é a principal referência do candidato, que sempre desfila com o “chapéu chotano” — um chapéu típico da região norte do país —, promete anistia ao mentor político e luta por sua liberdade.
Na reta final, Sánchez moderou o discurso econômico para atrair o eleitorado moderado. Embora mantenha a promessa de um referendo para substituir a Constituição de 1993, passou a garantir o respeito à propriedade privada e a independência do banco central.
Um país refém da insegurança
Independentemente de quem vença, o novo presidente herdará uma crise de segurança sem precedentes. Em 2025, o Peru registrou 2.400 homicídios e mais de 25 mil denúncias de extorsão. As chacinas de motoristas de transporte público se tornaram rotina, e o crime organizado se expandiu para além das fronteiras. Como resultado, a maioria dos eleitores votou menos por convicção ideológica e mais como um voto de castigo contra a classe política, que acumula um histórico de denúncias de corrupção e incapacidade de gestão.






















































