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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO cartunista russo Semyon Skrepetsky, conhecido por suas sátiras ferozes contra o presidente Vladimir Putin, foi assassinado a tiros na segunda-feira (15) em Biała Podlaska, uma cidade no leste da Polônia, a apenas 35 quilômetros da fronteira com a Bielorrússia. O artista, de 44 anos, que vivia exilado no país desde 2021, recebeu quatro disparos à porta de sua casa. A polícia polonesa trabalha com a hipótese de que o crime foi uma execução ordenada pela inteligência russa.
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“Segundo o desenvolvimento dos acontecimentos, tudo aponta para um assassinato planejado”, confirmou um porta-voz da polícia do voivodato de Lublin. O Ministério Público local abriu uma investigação formal sobre o caso.
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Como ocorreu o crime
De acordo com as autoridades, os dois supostos assassinos viajaram da Bielorrússia para a Polônia em um táxi. Eles apontaram uma arma para o motorista e o obrigaram a levá-los até Biała Podlaska, onde a vítima estava localizada. Os criminosos esperaram Skrepetsky à porta de seu prédio e, quando o artista caiu no chão após os primeiros disparos, um dos atacantes se aproximou e atirou à queima-roupa.
Equipes de resgate, acionadas por transeuntes, não conseguiram salvar sua vida. Informações extraoficiais identificaram o atirador como um cidadão bielorrusso, devido ao seu sotaque. Após o crime, a polícia fechou estradas e saídas da cidade e reforçou a segurança em escolas e creches frequentadas pelos filhos do artista.
Um homem foi detido perto do consulado bielorrusso em Biała Podlaska, mas acabou sendo o próprio motorista do táxi, que estava em pânico e buscava proteção diplomática. Ele permanece sob investigação.

A caricatura de Semyon Skrepetsky apresenta uma alegoria visual que conecta figuras históricas totalitárias à imagem de uma trituradora humana, simbolizando a brutalidade e o ciclo da opressão.
A obra que pode ter custado a vida do artista
O canal de Telegram de Skrepetsky desapareceu após o assassinato. Três dias antes do crime, o cartunista havia participado de um ato da oposição russa em Berlim, por ocasião do Dia da Rússia. Lá, apresentou sua última obra: um ícone intitulado “Ultraortodoxo Hiperpatriótico”, no qual representava o camarada ‘Sralin’ — em vez de Stalin — alimentando Putin, com aspecto infantil, através de uma sonda. Todos os presentes na recepção na embaixada russa puderam ver a obra.
“Talvez isso tenha sido o que lhe custou a vida”, especulou Vasily Krestyaninov, jornalista russo exilado na cidade, que viu Skrepetsky pela última vez na sexta-feira anterior ao crime.
Quem era Semyon Skrepetsky
Nascido na região russa de Altái, Skrepetsky — cujo nome real era Robert Kuzovkov — adotou o pseudônimo e se tornou conhecido por caricaturas que tinham como alvo figuras como Putin, o líder soviético Josef Stalin, o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko, o governante checheno Ramzan Kadyrov e o opositor Alexei Navalny.
Uma de suas obras mais difundidas reinterpretava um ícone ortodoxo clássico e representava Stalin segurando Putin no lugar da Virgem Maria com o menino Jesus no colo. Sua atividade como cartunista também atingiu líderes da Igreja Ortodoxa e os oligarcas que sustentam financeiramente o regime russo.






















































