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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17) que os EUA voltarão a bombardear o Irã se o país “não se comportar” ou se os desdobramentos do acordo de paz firmado entre as duas nações não forem do seu agrado. A declaração foi feita na França, durante a cúpula do G7, poucas horas após as duas nações anteciparem a assinatura do memorando de entendimento por via eletrônica.
Em encontro com o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, Trump minimizou o peso do documento, chamando-o de apenas um “protocolo”, e deixou claro que a trégua não é um salvo-conduto definitivo para Teerã.
“Se não se comportarem, voltaremos de imediato a lançar bombas bem na cabeça deles”, declarou o presidente americano à imprensa.
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Estreito de Ormuz totalmente livre em até dois dias
Trump também confirmou que o Estreito de Ormuz — rota vital para o comércio internacional de petróleo — será totalmente liberado “em um ou dois dias”. O presidente destacou que a via já está parcialmente operativa e que a reabertura total ocorrerá de forma acelerada após a formalização digital do pacto.
O mandatário celebrou a reação positiva dos mercados internacionais diante do anúncio do princípio de acordo com o Irã.
“Mais uma vez, a bolsa disparou, o preço do petróleo caiu. É incrível”, disse Trump, insistindo que o mercado “fala mais alto que as palavras” e que, sem o pacto, a economia global poderia enfrentar “uma depressão mundial”.
EUA não vão investir no Irã
Trump rejeitou categoricamente a ideia de que os Estados Unidos vão se comprometer a investir financeiramente no Irã. Ele classificou como “falsa” a informação de que o acordo preliminar previa a criação de um fundo regional de US$ 300 bilhões para a reabilitação e o desenvolvimento econômico da República Islâmica.
“Não temos nenhum fundo. Se eles [outros países] fizerem, perfeito. Mas eu diria que não farão até que vejam como eles se comportam. É uma questão de comportamento. Mas nós não vamos investir”, sublinhou Trump, esclarecendo que não há obrigações de investimento americano no documento assinado.
Próximas etapas na Suíça
Apesar de a assinatura formal ter sido antecipada eletronicamente nesta quarta-feira (17) — o que cancelou o evento de gala inicial —, as delegações de Washington, Teerã e dos países mediadores (Paquistão e Catar) ainda vão se reunir na Suíça na sexta-feira (19).
O encontro servirá para dar início ao período estipulado de 60 dias de negociações, cujo objetivo é alcançar um tratado definitivo sobre o programa nuclear e o alívio das sanções econômicas.





















































