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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (24) que o Irã informou a Washington que não está cobrando pedágios, taxas de seguro ou qualquer outro encargo de embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz. Em publicação na rede social Truth Social, o republicano alertou que as negociações entre os dois países serão interrompidas imediatamente caso a informação se revele falsa.
A declaração ocorre em meio às delicadas tratativas entre Washington e Teerã, e sucede afirmações anteriores de Trump de que o governo iraniano teria aceitado futuras inspeções nucleares da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) — versão que foi contestada por autoridades iranianas.
Os dois países encerraram na segunda-feira (22) a primeira rodada de negociações na Suíça apresentando versões contraditórias sobre incentivos financeiros, o controle do Estreito de Ormuz e os reflexos do conflito de Israel no Líbano. Todos esses aspectos são considerados cruciais para o acordo-quadro assinado na semana passada, que visa pôr fim ao conflito na região.
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Críticas internas e fundos iranianos
Trump tem enfrentado forte pressão e críticas internas ao acordo, inclusive por parte da ala mais linha-dura do próprio Partido Republicano. Para rebater os opositores, o presidente norte-americano negou que os Estados Unidos tenham transferido recursos ao Irã ou liberado ativos diretamente para o governo de Teerã. Segundo ele, parte dos fundos iranianos sob controle de Washington poderá ser utilizada para financiar a compra de alimentos produzidos em solo americano.
“Vamos liberar parte do dinheiro deles, que é totalmente controlado por nós, para nossos fazendeiros e pecuaristas, para a compra de milho, trigo, soja e mais”, afirmou Trump. O mandatário acrescentou que os alimentos são “desesperadamente necessários” no Irã e que as aquisições serão feitas “exclusivamente dos Estados Unidos”.
Nos últimos dias, Trump tem defendido que o pacto com o Irã está avançando, argumentando que eventuais flexibilizações de sanções ou liberações de recursos devem ser rigidamente direcionadas a compras humanitárias, especialmente de alimentos e medicamentos.






















































