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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO regime iraniano advertiu, nesta quinta-feira (16), que atacará “toda a infraestrutura” que restar na região caso os Estados Unidos cumpram a ameaça do presidente Donald Trump de atacar alvos civis no Irã. A declaração foi feita pelo porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, em comunicado direcionado a Washington.
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“Se as recentes ameaças do presidente americano de atacar a infraestrutura da República Islâmica do Irã forem cumpridas, então tudo o que, graças à contenção do Irã, permaneceu intacto até agora — ou seja, toda a infraestrutura da região — será esmagado sob os poderosos golpes das Forças Armadas iranianas”, afirmou Zolfaghari.
O Irã também declarou que não permitirá, “sob nenhuma circunstância”, uma intervenção dos EUA no Estreito de Ormuz, classificando a região como uma “linha vermelha intransponível”.
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A ameaça de Trump
As declarações iranianas ocorreram após Trump afirmar, em entrevista à Fox News na terça-feira (14), que os EUA atacarão usinas elétricas e pontes do Irã se Teerã não retornar às negociações. “A semana que vem vai ser muito ruim para os iranianos, porque será a vez das usinas elétricas e das pontes”, disse Trump. “Vamos tirar de operação todas as usinas elétricas deles. Vamos tirar de operação todas as pontes, a menos que se sentem à mesa e negociem”.
O presidente americano afirmou que os bombardeios “continuarão até que ele diga ‘basta’” e antecipou uma ofensiva “muito forte” para a noite de quinta-feira (16). Embora tenha reconhecido que Washington já teria “alcançado” seus objetivos militares, sustentou que “a única forma de negociar” com o Irã é “por meio da força”.
Trump comparou o Irã a um boxeador que, embora “degradado a um nível muito baixo”, ainda conserva alguma capacidade de resposta. “Eles ainda têm alguma força para lutar, mas não muita”, afirmou. Questionado sobre uma possível retomada do diálogo, respondeu: “Agora não quero negociar”.
Ameaças à infraestrutura civil e direito internacional
Ameaças à infraestrutura civil não são novas. Em março, Trump já havia advertido que “obliteraria” usinas elétricas e de água potável iranianas se Teerã não concordasse com os termos de paz. Organizações de direito internacional sustentam que a destruição de instalações civis desse tipo constitui violação do direito internacional humanitário e pode ser tipificada como crime de guerra.
Últimos ataques dos EUA
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que os ataques mais recentes tiveram como alvo “centros de comando iranianos, posições de defesa aérea, capacidades de mísseis e drones, e instalações de vigilância costeira”, com o objetivo de “degradar a capacidade do regime de ameaçar marinheiros inocentes que tripulam navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz”. Foram usadas munições de precisão para atingir múltiplos locais, incluindo Bandar Abbas.
O Estreito de Ormuz é um canal estratégico por onde passa uma parcela substancial do petróleo e do gás do Golfo Pérsico.

















































































