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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo nuclear civil com a Arábia Saudita só será aprovado se o reino árabe aderir aos Acordos de Abraão e normalizar suas relações com Israel. A declaração foi publicada nesta quinta-feira (23) na plataforma Truth Social.
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“O acordo de energia nuclear civil (que não incluirá o enriquecimento de material!) que está sendo negociado entre o Departamento de Energia dos EUA e a Arábia Saudita, e que se limita exclusivamente a usos não militares, similares aos que já têm Irã, Emirados Árabes Unidos e outros países, será aprovado, mas está totalmente condicionado a que a Arábia Saudita se una aos muito respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão”, escreveu Trump.
O pacto, conhecido como “Acordo 123”, foi anunciado na quarta-feira (22) e prevê a cooperação nuclear civil entre os dois países pelo período de 30 anos, garantindo às empresas americanas acesso preferencial ao setor nuclear saudita. O texto ainda precisa ser ratificado pelo Congresso dos EUA.
Trump também ressaltou que Washington “não se opõe a instalações nucleares civis (sem enriquecimento)”, rebatendo especulações iniciais de que a negociação poderia permitir o enriquecimento de urânio pelo governo saudita.
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Obstáculo diplomático
A exigência imposta por Trump representa um duro impasse diplomático. A Arábia Saudita mantém o posicionamento de que não reconhecerá Israel sem a prévia criação de um Estado palestino independente. Vale lembrar que o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, declarou em 2018 que, caso o Irã desenvolvesse uma bomba atômica, a Arábia Saudita “seguiria o mesmo caminho o mais rápido possível”.
Os Acordos de Abraão, mediados por Trump em seu primeiro mandato, selaram a normalização histórica das relações de Israel com Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Sudão e Marrocos. No entanto, Riad permanece fora do tratado.
Reações e contexto internacional
A nova exigência vem a público em um momento de escalada militar no Oriente Médio, marcado pelo acirramento de tensões entre EUA e Irã e pelo bloqueio no Estreito de Ormuz. Embora a cooperação nuclear com os sauditas enfrente certa resistência no Congresso americano, a maioria republicana em ambas as Casas dificulta eventuais tentativas da oposição de barrar o texto.
Em Israel, membros da oposição criticaram a iniciativa por temerem que a tecnologia sirva de gatilho para uma corrida armamentista nuclear na região. Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu,
















































































