sábado, 31 de outubro de 2020

Em carta, Battisti revela ter medo de jihadistas em nova prisão

(ANSA) – O ex-terrorista italiano Cesare Battisti revelou nesta sexta-feira (18) que se sente em “perigo” no departamento de Alta Segurança (AS2) da prisão de Rossano, na Calábria, onde há prisioneiros condenados por terrorismo.  

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A declaração foi dada em um carta aos seus advogados de defesa, Gianfranco Sollai e Davide Steccanella, à gestão da penitenciária e à garantia nacional dos prisioneiros.   

Na correspondência, cujo conteúdo foi divulgado por Sollai, o ex-membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) diz que “não quer expressar o perigo do terrorismo islâmico que pode ser representado por presidiários na seção AS2 em que se encontra”.   

Battisti enfatiza o fato de ter sido “ameaçado por membros da Al-Qaeda em 2004”, quando estava na prisão parisiense de La Santè, “por assumir uma posição pública contra o véu islâmico e a atroz discriminação das mulheres”.   

Além disso, o italiano também recorda que foi alvo de novas ameaças em 2015. Na segunda vez, ele havia “criticado publicamente a operação do [grupo jihadista] Estado Islâmico (Isis) na Síria”.   

Na carta, o ex-terrorista explica também que desde março está escrevendo “um livro que trata da carnificina na ilha de Rojava, no nordeste da Síria”.  

Battisti, que estava preso no presídio de Oristano, na Sardenha, foi transferido no último dia 12 de setembro para o departamento de Alta Segurança, na Calábria. Ele foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970 enquanto fazia para do grupo PAC.   

A decisão pela transferência foi mais uma derrota da defesa do italiano, que pedia que Battisti, atualmente com 65 anos, fosse levado para um cárcere em um regime mais moderado de detenção, preferencialmente, em Roma ou Milão.   

No entanto, o Departamento de Administração Penitenciária (DAP) emitiu um parecer rejeitando a solicitação e determinando que fosse para a prisão que abriga, em sua maioria, condenados por atos ligados ao terrorismo.   

Hoje, Sollai voltou a dizer que a “transferência é absurda” e o “tratamento não é condizente com o seu estado real”, ressaltando que entrará com um novo recurso. (ANSA)

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