Foto: AFP

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O filho mais velho do presidente americano, Donald Trump, divulgou nesta quarta-feira (6) em sua conta no Twitter o nome de um funcionário da Agência de Inteligência Americana (CIA) apresentado como o agente cujo testemunho desatou no procedimento de destituição contra seu pai. A revelação, se confirmada, viola as leis de proteção a denunciantes. 

A identidade do denunciante, que segundo e Donald Trump Jr.  seria Eric Ciaramella, circula desde a semana passada em meios de comunicação próximos da extrema direita. A agência France-Presse afirma que não pôde verificar essa informação de forma independente e não publicará o nome. Os principais jornais americanos não estão relatando a história. Veículos nos EUA que revelarem o nome podem ficar sujeitos à legislação americana. 

No Twitter o filho do presidente dos Estados Unidos acusou o denunciante de ter trabalhado com os “anti-Trump” e colocou um link para um artigo do site conservador Breitbart News.

 

Andrew Bakaj, o advogado do denunciante anônimo, não confirmou nem negou a veracidade da identidade, mas disse que Trump Jr. e outros que citaram seu nome estavam colocando a fonte e sua família em risco, assim como todo o sistema de proteção projetado para esse tipo de caso.  

“O que não fará (essa revelação) é livrar o presidente da necessidade de enfrentar os crimes alegados, que têm sido todos substancialmente provados como certos.” 

O cliente de Bakaj é um integrantes dos serviços de inteligência que esteve por um tempo trabalhando na Casa Branca. No último verão (no norte), esse funcionário levou a seu superior uma preocupação com relação a um telefonema no dia 25 de julho no qual o presidente dos EUA supostamente pressionou o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, para que investigasse seu rival político e ex-vice-presidente dos EUA Joe Biden e a seu filho Hunter em troca do envio de uma ajuda militar.