Após rejeitar o protocolo médico que prescreve o uso da cloroquina, o presidente da França, Emmanuel Macron de Paris a Marselha na quinta-feira(9) para conversar o médico Didier Raoult, um dos primeiros a publicar estudos sobre o uso da cloroquina no tratamento de pacientes graves com covid-19.

De acordo com o jornal Le Échos, o médico aproveitou a visita do presidente para lhe apresentar os resultados de um estudo realizado com 1.061 pacientes, 973 dos quais se curaram. Órgãos como o comitê de ética do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) criticaram nessa semana, sem citá-lo, que “em nome de um pragmatismo da urgência, as exigências do método científico e dos procedimentos usuais sejam ignoradas”. “Não poderia imaginar que meu tratamento desencadearia paixões dessa natureza”, se defende Raoult, de 68 anos, em um vídeo divulgado na quarta-feira. “Na verdade, é uma oposição entre médicos e pessoas que deixaram de ser médicas, ou não o são”.

Didier Raoult, em seu escritório do Instituto Hospitalar Universitário de Marselha.GERARD JULIEN / AFP

Na França, líderes regionais e nacionais de partidos conservadores têm de pronunciado a favor da liberação da cloroquina como tratamento para infectados pelo novo coronavírus.

Emmanuel Macron visitou o centro de pesquisa do médico francês que tem sido pioneiro no tratamento do Covid-19.

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