O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, renunciou do cargo na tarde desta segunda-feira (10). Antes do anuncio, ministros de seu governo já estavam abandonando seus postos em consequência por conta da explosão em Beirute, na semana passada e em meio a uma onda de protestos que começaram no fim de semana.

Em um discurso curto transmitido pela TV, ele afirmou que vai dar “um passo para trás para poder estar com o povo e lutar por mudanças junto com as pessoas”.

“Estamos indo um passo para trás para ficar do lado do povo e lutar com eles a batalha da mudança. Nós queremos abrir a porta perante a salvação nacional para que todos os libaneses participem da criação desse projeto. É por isso que eu anuncio hoje a demissão deste gabinete. Que Deus proteja o Líbano”, anunciou.

Antes da renuncia, Diab afirmou que a explosão foi resultado de corrupção endêmica no governo.

O gabinete, formado em janeiro com o apoio do grupo terrorista Hezbollah apoiado pelo Irã e seus aliados, se reuniu na segunda-feira, com muitos ministros querendo renunciar, de acordo com fontes ministeriais e políticas.

Os ministros da Informação e Meio Ambiente renunciaram no domingo, assim como vários legisladores, e a ministra da Justiça os seguiu porta afora na segunda-feira.

O ministro das Finanças Ghazi Wazni, um negociador chave com o FMI sobre um plano de resgate para ajudar o Líbano a sair de uma crise financeira, preparou sua carta de renúncia e a trouxe para uma reunião de gabinete, disse uma fonte próxima a ele e à mídia local.