O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quinta-feira (30), impor novas tarifas a produtos importados da China e garantiu ter tido acesso a provas que permitem afirmar que o novo coronavírus foi criado em um laboratório da cidade de Wuhan, uma acusação que foi negada por Pequim.

Em entrevista coletiva, um jornalista perguntou a Trump se ele planejava cancelar algumas de suas obrigações de dívida com o governo chinês, ao que o presidente americano respondeu: “Podemos fazer de outras formas, podemos fazer com tarifas, podemos fazer de outra forma, indo além disso sem ter que jogar esse jogo”.

De acordo com o jornal “The Washington Post”, que cita quatro funcionários do governo dos Estados Unidos, uma reunião de funcionários de várias agências governamentais, incluindo alguns da inteligência, foi marcada para esta quinta-feira para traçar uma estratégia de ação de retaliação à China.

Na coletiva, Trump culpou novamente o governo chinês pelo vírus SARS-CoV-2 e, em uma subida de tom, declarou que Pequim poderia tê-lo detido, mas optou por deixá-lo se espalhar pelo mundo.

Além disso, o presidente americano disse ter evidências que lhe permitem afirmar que a fonte do coronavírus é um laboratório de Wuhan, onde os primeiros casos foram detectados.

Especificamente, um repórter lhe perguntou se ele tinha provas que lhe permitissem dizer com um alto grau de confiança que o novo coronavírus era originário de tal laboratório, ao que Trump respondeu: “Sim, eu tenho, e acho que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deveria se envergonhar”.

Na visão do chefe de Estado, a OMS tem agido como “uma agência de relações públicas” para a China devido aos elogios que fez ao tratamento do vírus pelo gigante asiático. Por esse motivo, já em meados de abril, Trump anunciou que estava congelando os pagamentos à organização por de 60 a 90 dias. Segundo a entidade, até o momento, a origem do novo coronavírus é desconhecida.

Em 2018, Pequim e Washington iniciaram uma guerra comercial que levou à imposição mútua de tarifas, embora em dezembro de 2019 tenham chegado a um princípio de acordo, que permitiu a ambos os países desfrutar de alguns meses de aparente cordialidade. Entretanto, Trump disse hoje que tal pacto é algo secundário em comparação com o coronavírus.

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