quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Vítimas de pedofilia processam Papa por indenização

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(ANSA) – Três homens australianos estão processando o papa Francisco e a Igreja Católica para obter ressarcimentos por crimes de pedofilia cometidos contra eles por um padre.   

A informação é do jornal The Sydney Morning Herald, que diz que esse é o primeiro caso conhecido na Austrália em que vítimas de abusos sexuais por parte do clero tentam responsabilizar um pontífice pelo fracasso da Igreja em coibir pedófilos.

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Os acusadores são três homens aborígenes que foram violentados sexualmente quando crianças, entre 1983 e 1991, pelo padre Michael Glennon. Segundo os australianos, a Igreja Católica sabia dos crimes do sacerdote, mas não tomou nenhuma medida contra ele.  

Os aborígines dizem ter sofrido impactos “significativos em suas vidas”, como vício em drogas, desemprego e falta de moradia, devido aos abusos sofridos na infância. Além do Papa, eles também querem indenizações da Arquidiocese de Melbourne e de seu arcebispo, Peter Comensoli.   

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Ainda de acordo com o Sydney Morning Herald, essa pode ser a primeira vez que um tribunal na Austrália pune a Igreja Católica enquanto instituição por não conseguir proteger crianças de padres pedófilos.   

A advogada das três vítimas, Angela Sdrinis, espera que o núncio do Vaticano no país, Adolfo Tito Yllana, aceite a notificação do processo em nome de Francisco. “Trata-se de fazer o Papa e o Vaticano aceitarem suas responsabilidades”, disse Sdrinis ao jornal de Sydney.   

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“Qual a desculpa para não terem-no laicizado?”, acrescentou, em referência a Glennon, que morreu em 2014, quando cumpria pena por estupro, assédio sexual e abuso psicológico contra 15 crianças, especialmente de famílias vulneráveis e aborígenes.   

Em 1978, após uma condenação a dois anos de prisão por assédio, a Arquidiocese de Melbourne já havia removido Glennon das funções de padre, mas apenas o Vaticano, então sob a égide do papa João Paulo II, poderia torná-lo laico novamente.   

Ao longo das décadas seguintes, o pedófilo continuou se apresentando como sacerdote, inclusive celebrando batismos, confissões e outros sacramentos, segundo o Sydney Morning Herald. Glennon só seria expelido pelo Vaticano em 1999. (ANSA).  

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