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🧡 Ver Ofertas na ShopeeOs mercados globais iniciaram a semana em alta expressiva nesta segunda-feira (15), impulsionados pelo anúncio de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã que põe fim a três meses de conflito e reabre o Estreito de Ormuz – uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A notícia provocou uma forte queda nos preços da commodity, com o barril do tipo Brent recuando mais de 5%, cotado a US$ 82,96. O WTI também caiu 5,3%, negociado a US$ 80,35.
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O presidente Donald Trump, que completou 80 anos no domingo (14), confirmou o pacto em sua rede Truth Social: “O acordo com a República Islâmica do Irã já está fechado.” Ele autorizou a “abertura sem restrições do Estreito de Ormuz” e o levantamento imediato do bloqueio naval dos EUA. “Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!”, escreveu. A cerimônia de assinatura está prevista para 19 de junho, na Suíça. Negociações sobre temas pendentes – incluindo o programa nuclear iraniano – se estenderão pelos próximos 60 dias.
Petróleo em queda e impacto nos mercados
A reação dos mercados energéticos foi imediata. O Brent caiu US$ 4,37 (para US$ 82,96) e o WTI perdeu US$ 4,53 (para US$ 80,35). Ambos acumulam forte recuo desde os US$ 110 registrados no início do conflito, em fevereiro. Analistas, no entanto, alertam que a normalização total pode levar meses. Stephen Innes, da SPI Asset Management, disse à AP: “A reapertura de Ormuz é uma válvula de alívio, não um dividendo de paz completo. O mercado pode eliminar parte do pânico, mas ainda precisa calcular a brecha entre um anúncio, uma assinatura e um regime que realmente cumpra.”
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Bolsas mundiais disparam
O alívio geopolítico impulsionou as bolsas. Na Ásia, o Nikkei 225 (Tóquio) disparou 5%, fechando em novo recorde histórico de 69.317 pontos, puxado por ações de tecnologia ligadas à inteligência artificial. Takashi Hiroki, estrategista-chefe da Monex, afirmou: “As compras de investidores estrangeiros lideram o mercado com expectativas de distensão no Oriente Médio.” O Kospi (Seul) subiu 5,2%, para 8.546 pontos. O Shanghai Composite avançou 1,6% e o índice Taiex (Taiwan) ganhou 2,8%.
Na Europa, no meio do pregão, o DAX (Alemanha) subia 1,3% (para 24.942 pontos); o CAC 40 (França) ganhou 1,1% (8.444 pontos); e o FTSE 100 (Reino Unido) avançou 0,2%. Os futuros americanos apontavam abertura positiva: Nasdaq 100 liderava com alta de 2,1%; S&P 500 subia 1,3%; Dow Jones avançava 1%.
SpaceX impulsiona otimismo
O início da semana também se beneficiou do impulso gerado na sexta-feira (12) pela estreia da SpaceX na bolsa. As ações da empresa de Elon Musk saltaram 19,2% no primeiro pregão, elevando sua avaliação para US$ 2,1 trilhões – superando a soma de ExxonMobil, Bank of America e Coca-Cola. O IPO, o maior da história com US$ 75 bilhões captados, reavivou o apetite por ações de inteligência artificial.
Decisões de política monetária
A semana ainda reserva decisões importantes de bancos centrais. O Federal Reserve (Fed) anuncia na quinta-feira (18) sua decisão sobre juros. O mercado precifica mais de 98% de chances de manutenção das taxas, segundo o CME FedWatch. A queda do petróleo reduz riscos inflacionários e dá margem para o Fed manter sua postura. O Banco do Japão anuncia nesta terça-feira (16) sua política, com expectativa de alta de juros para 1% – o maior patamar em mais de 30 anos.
As bolsas de Nova York (NYSE e Nasdaq) permanecerão fechadas na sexta-feira (19) devido ao feriado de Juneteenth.




















































