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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO preço do barril do petróleo Brent ultrapassou a marca dos US$ 100 nesta quinta-feira (23) pela primeira vez desde maio, após ataques dos rebeldes houthi do Iêmen contra dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho. A ação abriu um segundo front de tensão nas rotas energéticas globais e elevou o temor de uma nova interrupção no fornecimento de combustível no mundo.
O contrato futuro do Brent para entrega em setembro fechou com alta de 7,03%, cotado a US$ 100,69 na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, após atingir a máxima intradia de US$ 101,95. Na semana, o barril do Brent acumula uma disparada superior a 32%. O West Texas Intermediate (WTI), referência americana, avançou 6,17%, fechando a US$ 92,19.
Bloqueio no Mar Vermelho
Os houthis, apoiados pelo Irã, reivindicaram os ataques contra as duas embarcações sauditas. A ação ocorre dias depois de o grupo anunciar um bloqueio contra portos da Arábia Saudita, complicando a estratégia adotada pelo reino para contornar as restrições iranianas no Estreito de Ormuz: redirecionar suas exportações de petróleo pelo Mar Vermelho, rota que conecta ao Canal de Suez.
O analista Andy Lipow, da Lipow Oil Associates, afirmou que o mercado passou a considerar que o bloqueio houthi pode ser “muito eficaz”, principalmente porque vários petroleiros têm recuado em vez de se arriscar a atravessar a região. Se a Arábia Saudita — maior exportadora global — não conseguir escoar sua produção por rotas alternativas, “a interrupção do fornecimento se agravará ainda mais para o resto do mundo”, alertou Lipow.
Tensão em Ormuz e escalada militar
A nova crise no Mar Vermelho se soma ao cenário já crítico no Estreito de Ormuz, diretamente afetado pelo confronto entre Estados Unidos e Irã. Segundo a Lloyd’s List Intelligence, empresa de dados marítimos, o tráfego na via caiu pela metade em relação à semana anterior.
O presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã com “ataques em grande escala”, após forças iranianas atacarem países árabes vizinhos que abrigam bases americanas. Os EUA responderam com uma nova rodada de bombardeios em território iraniano.
A disparada do petróleo ocorre em um momento sensível para os mercados globais, a poucos dias da reunião do Federal Reserve (Fed). Para o estrategista Matt Miskin, da Manulife John Hancock Investments, “a alta do petróleo nesse ritmo representa um risco macroeconômico e de mercado considerável”.

















































































