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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se pronunciou nesta quinta-feira (18/7) contra a nova operação da Polícia Federal que teve como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação faz parte das investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado e envolveu mandados de busca e apreensão, além da imposição de medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nas redes sociais, Nikolas usou sua conta no X (antigo Twitter) para criticar duramente as medidas. Em uma das postagens, ele escreveu:
“Lula foi condenado em três instâncias e posteriormente preso. Nunca o vi proibido de falar com alguém, usando tornozeleira ou sem ter acesso às redes sociais. Ele ainda chegou a conceder entrevista de dentro da prisão. Na democracia relativa as coisas são bem diferentes.”
O parlamentar também ironizou o momento político:
“Busca e apreensão, tornozeleira, proibição de falar com embaixadores, diplomatas e até com o próprio filho Eduardo. Isso tudo um dia após Bolsonaro receber uma carta de apoio de Trump. Venezuela está com inveja”, afirmou.
As declarações do deputado vieram poucas horas após Bolsonaro ser obrigado a colocar uma tornozeleira eletrônica, entregar seu passaporte e ser proibido de se comunicar com outros investigados, incluindo o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu próprio filho.
A defesa do ex-presidente classificou as medidas como “abusivas” e “injustificadas”, narrativa que tem sido repetida por seus aliados e reforçada por parlamentares da oposição.
Nesta sexta-feira (18/7), líderes oposicionistas divulgaram uma nota oficial condenando a decisão de Moraes, classificada como “grave abuso de poder” e indicativa de um “regime de exceção” no Brasil.
O texto critica a concentração de poderes nas mãos do ministro do STF e afirma que o episódio “marca uma nova etapa na escalada autoritária” do país. Para a oposição, as ações “atropelam o devido processo legal e ignoram a soberania do Congresso Nacional”.
A nota também cita a saúde do ex-presidente e questiona os fundamentos jurídicos das restrições impostas.
“Não há democracia possível quando se tenta calar, perseguir e banir adversários políticos por meio do sistema judicial”, diz o documento.























































