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O ex-ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta quinta-feira (6) que não conhece o empresário Felipe Macedo Gomes, um dos investigados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e doador de R$ 60 mil para sua campanha ao governo do Rio Grande do Sul em 2022. A declaração foi feita durante depoimento ao colegiado, que investiga fraudes em descontos associativos em benefícios de aposentados e pensionistas.
Em resposta ao relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (Republicanos-AL), Onyx negou qualquer participação em irregularidades e destacou seu histórico público. “Tenho uma vida pública de 28 anos e nunca tive processo envolvendo dinheiro público”, disse.
O ex-ministro também explicou que os ACTs (acordos de cooperação técnica) firmados entre o INSS e entidades associativas não passam pelo gabinete ministerial. “Desafio que me tragam um ACT assinado por um ministro da Previdência. Não vai achar, porque não é sua atribuição”, declarou. Segundo Onyx, a tentativa de associar sua gestão às fraudes “é uma relação maliciosa de causa e efeito”.
Onyx afirmou ainda que o pedido de uma das entidades investigadas foi protocolado poucos dias antes de sua saída do ministério, sem qualquer relação direta com sua atuação. Sobre a doação eleitoral, o ex-ministro disse que não tinha conhecimento da origem dos valores e que não arrecadava recursos pessoalmente. “Nunca vi esse cidadão, não sei quem é. […] Nunca pedi dinheiro para bandido”, afirmou.
Durante o intervalo da sessão, o relator Alfredo Gaspar comentou o depoimento. “Ele passou oito meses à frente do Ministério e essas fraudes já existiam. Vamos analisar as condutas e confrontar o que ele disse com os documentos. […] Se convenceu ou não, nós faremos esse juízo de valor com a chegada desses documentos”, declarou.
Gaspar ressaltou que Onyx respondeu a todas as perguntas e apresentou dados sobre a redução dos descontos associativos durante o período em que esteve à frente do Ministério. “Poderia ter sido um depoimento mais aprofundado, mas ele não se esquivou”, afirmou o relator.