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O cenário político brasileiro entrou em estado de alerta após a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela. Em uma série de reuniões de emergência realizadas entre domingo (4) e segunda-feira (5), mais de 50 organizações de esquerda, movimentos sociais e partidos políticos traçaram estratégias de resistência ao que classificam como um “sequestro” do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
A principal novidade do dia veio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A direção nacional do movimento afirmou que não descarta o envio de reforços de militantes para atuar diretamente em território venezuelano.
Solidariedade “In Loco” e Manifestações
Ceres Hadich, integrante da direção nacional do MST, destacou que o movimento possui relações históricas e públicas com a Venezuela, colaborando inclusive na produção de alimentos no país vizinho.
“A gente não descarta o envio de um reforço de militância, de atuação in loco na própria Venezuela, desde que seja necessário. Nesse primeiro momento, a gente está muito focado ainda em fazer essa denúncia imediata, que é a denúncia do sequestro, da invasão e das mortes causadas pelo governo dos Estados Unidos”, afirmou Hadich.
O movimento confirmou que a pauta de solidariedade à Venezuela será integrada aos atos já marcados para o dia 8 de janeiro em todas as capitais brasileiras, com foco em protestos em frente a embaixadas e consulados norte-americanos.
Divisões Internas e Estratégia Política
Apesar da união contra a intervenção de Donald Trump, o bloco de esquerda brasileiro apresenta nuances em relação à figura de Nicolás Maduro. Reuniões que contaram com nomes como José Dirceu (PT), Juliano Medeiros (PSOL) e a jornalista Ana Prestes (PCdoB) revelaram diferentes frentes de abordagem:
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PT e MST: Mantêm defesa enfática de Maduro, considerando-o um líder legítimo sequestrado.
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PSOL: Condena a intervenção externa por ferir a soberania, mas mantém ressalvas a Maduro, a quem classificam como ditador.
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Outras vertentes: Propõem que o foco das críticas seja direcionado exclusivamente a Donald Trump ou à direita brasileira que endossou o ataque militar.
Apoio a Delcy Rodríguez
A cúpula das organizações elogiou a postura da diplomacia brasileira e dos países que compõem o BRICS. O bloco reconheceu a vice-presidente Delcy Rodríguez como a líder legítima da Venezuela após a captura de Maduro.
Enquanto isso, em Nova York, Maduro e Cilia Flores enfrentam o tribunal federal. Em audiência de instrução, o venezuelano reiterou sua posição de “presidente sequestrado” e negou todas as acusações de narcotráfico e conspiração apresentadas pela justiça americana.
