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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou, nesta sexta-feira (30), um novo pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que quatro parlamentares aliados tenham permissão para visitá-lo na prisão. Entre os nomes listados está o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), uma das principais figuras da ala jovem do partido.
Além de Nikolas, a petição solicita autorização para o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), o deputado federal Sanderson (PL-RS) e o senador Bruno Bonetti (PL-RJ) — este último ocupa a vaga de Romário, que está licenciado desde dezembro de 2025.
O Contexto das Negativas de Moraes
O novo pedido surge apenas um dia após o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, negar solicitações semelhantes. Na quinta-feira (29), Moraes barrou as visitas do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL-ES).
As justificativas para as negativas foram distintas:
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Valdemar da Costa Neto: O magistrado considerou o pedido “incabível” pelo fato de Valdemar ser investigado no mesmo processo que levou à condenação de Bolsonaro.
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Magno Malta: O impedimento ocorreu após o senador tentar entrar no complexo prisional sem a devida autorização prévia, o que foi registrado pelas autoridades penais.
A Rotina na “Papudinha”
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão após condenação no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado. Ele está detido desde o dia 15 de janeiro em uma sala de Estado-Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
O local é popularmente conhecido como “Papudinha”. Embora esteja situado geograficamente dentro do complexo da Papuda, em Brasília, o pavilhão possui regras específicas:
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Gestão: Não é administrado pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), mas sim pela própria Polícia Militar.
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Prerrogativa: A sala de Estado-Maior é um direito garantido a certas autoridades e advogados, oferecendo instalações com condições dignas, sem grades ou celas comuns, enquanto não houver sentença transitada em julgado em condições ordinárias.
Próximos Passos
A expectativa agora recai sobre a decisão de Alexandre de Moraes em relação aos novos nomes. Diferente de Valdemar, os parlamentares citados no pedido de hoje (Nikolas, Portinho, Sanderson e Bonetti) não figuram, até o momento, como réus ou investigados diretos no mesmo núcleo processual da tentativa de golpe, o que poderia facilitar a concessão do benefício.