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O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta segunda-feira (16) que irá protocolar uma nova ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite de domingo (15).
Em postagem no perfil pessoal no X, Flávio acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) de usar dinheiro público para realizar ataques pessoais ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à “família”.
“Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE! Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a família! Vamos vencer o mal com o bem!”, escreveu o senador.
O parlamentar faz referência a uma ala do desfile intitulada “neoconservadorismo em conserva”, que exibiu fantasias em forma de latas, simbolizando grupos como evangélicos, fazendeiros, mulheres de classe alta e defensores da ditadura militar, segundo o livro abre-alas da escola.
No desfile, adversários políticos de Lula também foram retratados. Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro foram alvos de sátiras: o ex-presidente Bolsonaro apareceu vestido como palhaço com faixa presidencial na comissão de frente e, ao final, como “palhaço Bozo”, preso e com tornozeleira eletrônica danificada.
Flávio Bolsonaro não foi o único congressista a criticar o evento. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) declarou que ridicularizar os evangélicos é inadmissível. Ela afirmou que a ala da escola que fez menções a grupos religiosos caracteriza “perseguição religiosa” e que o uso de recursos públicos pode ser interpretado como campanha política antecipada.
O episódio acende novamente o debate sobre limites entre manifestações culturais e política, especialmente quando envolvem verba pública e figuras públicas em contextos sensíveis.