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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs uma série de medidas cautelares ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. As restrições foram determinadas no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), que investiga se o parlamentar recebeu vantagens indevidas em troca de favorecimento político ao Banco Master no Congresso Nacional.
Com a decisão, o senador fica sujeito às seguintes obrigações imediatas:
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Proibição de contato com os demais investigados: Wagner não poderá se comunicar com nenhum dos alvos da operação, com exceção de Eduardo Sodré e Bonnie Bonilha, por possuírem vínculo familiar direto com o parlamentar.
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Isolamento sobre o imóvel: Está proibido qualquer contato com testemunhas ou pessoas que tenham relação com as negociações e as obras de reforma de um apartamento em Salvador (BA).
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Bloqueio de atividades conjuntas: O senador está impedido de exercer qualquer tipo de atuação ou articulação econômica junto aos demais envolvidos no inquérito.
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O apartamento de R$ 2,45 milhões e a mensagem interceptada
O foco central da cautelar expedida pelo ministro do STF envolve a aquisição de um imóvel de luxo avaliado em R$ 2,45 milhões no edifício Poème Horto, em Salvador (BA). De acordo com o despacho de Mendonça, as provas colhidas pela PF mostram o líder do governo atuando diretamente como intermediário da transação oculta.
“Em 26 de novembro de 2024, Jaques Wagner encaminhou a Augusto Ferreira Lima o contato do gerente da Construtora Moura Dubeux em Salvador (BA), acrescentando: ‘a unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi’”, destaca o ministro André Mendonça em sua decisão.
Além do apartamento, a PF mapeou e apura supostos pagamentos dissimulados feitos a Bonnie Bonilha, esposa do enteado do senador, por meio de contratos fictícios de prestação de serviços de consultoria.
O que diz a defesa de Augusto Lima
Em nota oficial enviada à imprensa, a defesa do banqueiro Augusto Ferreira Lima — ex-sócio de Daniel Vorcaro e apontado como o operador financeiro do esquema — classificou as buscas desta quinta-feira como “desnecessárias”, alegando colaboração com a Justiça:
“Augusto Lima está há seis meses à integral disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. Nosso cliente sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e estrita observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”, afirmaram os advogados.




















































