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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quarta-feira (22), a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas brasileiras afetadas pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos do país. O pacote, denominado “Brasil Soberano 3”, também engloba setores impactados por conflitos no Oriente Médio.
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De acordo com o Executivo, R$ 13,5 bilhões da verba são originários de recursos não utilizados da primeira fase do programa (“Brasil Soberano 1”) e de renegociações de dívidas rurais. Os R$ 5 bilhões restantes serão disponibilizados via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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Critérios de elegibilidade
O financiamento é voltado a empresas que atendam aos seguintes requisitos:
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Setores tarifados pelos EUA: segmentos como aço, alumínio, automotivo, madeira e máquinas;
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Sectores industriais estratégicos: ramos de fertilizantes, farmacêutico, têxtil e minerais críticos;
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Comércio com o Oriente Médio: empresas com exportações afetadas na região do Golfo Pérsico.
Além da nova linha, o governo sancionou a lei que autoriza R$ 15 bilhões (referentes ao “Brasil Soberano 2”) para dar continuidade às linhas de crédito criadas em 2025 em resposta às medidas comerciais norte-americanas.
Condições do programa
As companhias que contratarem o crédito assumem o compromisso de preservar postos de trabalho. O governo informou que acompanha o fluxo de escoamento dos produtos tarifados e avalia novas medidas de apoio caso o cenário exija.
Posicionamento sobre reciprocidade
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou que o objetivo central das medidas não é retaliar os Estados Unidos. Alckmin destacou que a eventual aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica difere de uma retaliação direta e seria considerada no momento oportuno.
Entidades e representantes do setor produtivo defendem a manutenção das negociações pela via diplomática, apontando que medidas retaliatórias poderiam acarretar novos prejuízos à atividade econômica.
Histórico das negociações
Segundo integrantes do governo brasileiro, os diálogos com os EUA apresentaram avanços iniciais, mas registraram impasse a partir de junho, quando a representação comercial americana (USTR) passou a adotar uma postura mais rígida. Entre os pontos em debate estavam temas como a dinâmica do ecossistema do Pix e diretrizes da legislação sobre minerais críticos.
Ainda de acordo com a versão do governo brasileiro, foram enviadas propostas em relação aos seis pontos levantados pelas autoridades americanas, sem que houvesse contraproposta formal. Para o Palácio do Planalto, a imposição das tarifas decorreu de razões de ordem política e ideológica.


















































































