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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se por cerca de 40 minutos com o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Júlio Bitelli, nesta segunda-feira (27), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Bitelli foi chamado de volta ao país “para consultas” após as declarações do presidente argentino, Javier Milei, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes durante a convenção nacional do PL, realizada no último sábado (25).
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Durante seu discurso no evento que oficializou a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, Milei atacou a esquerda e fez comparações econômicas entre os dois países. O líder argentino afirmou que, assim como existe o termo “risco Kuka” na Argentina (referência aos governos Kirchner), o Brasil hoje enfrenta o “risco Lula”. Ele também se referiu ao ministro Alexandre de Moraes com ofensas verbais, chamando-o de “lixo careca” por ter restrito visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Interferência em assuntos domésticos”
Em resposta, o chanceler Mauro Vieira classificou a conduta de Milei como “inaceitável” e de extrema gravidade.
“As declarações do presidente da Argentina foram muito graves e muito mal recebidas. Foram críticas feitas de forma extremamente agressiva ao governo brasileiro, ao povo, às nossas instituições e ao próprio presidente da República. Tratou-se de uma interferência indevida em assuntos domésticos”, declarou o chanceler à TV Globo.
Protesto formal e convocação de embaixador
Paralelamente ao retorno de Bitelli, o Itamaraty convocou o embaixador da Argentina em Brasília, Daniel Raimondi, para entregar uma nota formal de repúdio. No documento, o Ministério das Relações Exteriores classificou as falas do mandatário vizinho como “agressões” e enfatizou que o episódio representa uma “grave violação do dever de respeito mútuo” exigido entre chefes de Estado.
Próximos passos
O chanceler Mauro Vieira e o embaixador Júlio Bitelli voltarão a se reunir após o retorno do ministro de Lima, no Peru, onde representará o governo brasileiro na posse da presidente eleita Keiko Fujimori, agendada para esta terça-feira (28).




















































































