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O procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, arquivou pedido de coordenadores do Ministério Público Federal (MPF) que queriam o envio de recomendações ao presidente Jair Bolsonaro enquadrando suas ações e pronunciamentos sobre o combate ao coronavírus.

Na decisão, Aras afirma que não há ‘indícios de eventual prática de ilícito de natureza criminal’ por parte do presidente em seu pronunciamento feito na última terça-feira (24).

Em um ambiente crítico marcado pelo reconhecimento da pandemia da covid-19 e pela existência de incertezas científicas que decorrem naturalmente da excepcionalidade vivenciada, não cabe ao Ministério Público a tarefa de definir a melhor estratégia para implementação dos planos de ação de governo e dos serviços de saúde adequados às circunstâncias geopolíticas e socioculturais brasileiras”, escreveu o PGR em sua decisão.

Em nota divulgada nesta última sexta-feira (27), publicada após o arquivamento, o PGR afirma que não havia cabimento legal na recomendação dos procuradores e pediu ao Ministério Público brasileiro que fique afastado de disputas partidárias internas e externas:

Finalmente, neste momento em que o país atravessa estado de calamidade pública, exige-se do Ministério Público brasileiro mantenha-se afastado de disputas partidárias internas e externas, sem entraves à atuação dos órgãos competentes no cumprimento de seus deveres, a fim de que todos vençamos o coronavírus”.

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