O pagamento do Auxílio Emergencial chegou a R$ 151,4 bilhões em investimentos do Governo Federal. São 65,9 milhões de pessoas beneficiadas diretamente com a transferência das parcelas de R$ 600,00 ou R$ 1.200,00. Para se ter uma ideia, esse montante equivale ao Produto Interno Bruto (PIB) – soma das riquezas produzidas por uma nação – de países europeus como Islândia, Chipre, Bósnia ou Geórgia, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 2019. Se esse valor fosse o PIB de um país, ele estaria entre os 100 maiores do planeta.

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, destacou a importância social e econômica do benefício durante a pandemia. “O Auxílio Emergencial está fazendo a diferença na vida das pessoas e movimentando a economia, em especial nas regiões mais pobres”, afirmou.

Os valores investidos no Auxílio Emergencial superam ainda o PIB de nações africanas como Zâmbia e Senegal ou de centro-americanas como El Salvador e Honduras. É mais da metade da riqueza produzida pela Sérvia ou pela Eslovênia. Isso sem considerar os impactos que a pandemia vem provocando na economia mundial, o que certamente diminuirá os valores nacionais.

Nesta sexta-feira (07.08), foram transferidos para as contas sociais digitais cerca de R$ 2,5 bilhões para quem nasceu em junho e faz parte do grupo de Microempreendedores Individuais, contribuintes individuais do INSS, autônomos, trabalhadores informais e desempregados. São diferentes parcelas sendo pagas ao mesmo tempo, seguindo o calendário conforme o cadastramento e o processamento de dados dos beneficiados. A maioria é do Lote 1 – os primeiros a receberem o Auxílio Emergencial, já em abril –, que está recebendo a quarta parcela. Os demais variam entre a primeira e a terceira remessas.

Muitos desses beneficiados estavam fora da base de dados oficiais e foram identificados pelo Governo Federal com o cadastramento nos meios digitais para solicitar o Auxílio Emergencial. A operação para bancarizar todos os elegíveis permitiu ao Poder Público jogar luz sobre mais de 26 milhões de informais que não eram beneficiários de políticas públicas.

Além disso, pesquisas realizadas pelo IBGE indicam que o Auxílio Emergencial chegou a 80% dos domicílios mais pobres do país, ampliou em mais de 23% o rendimento de famílias no Nordeste e reduziu a extrema pobreza ao menor nível em 40 anos no país. Entre os 19,2 milhões de pessoas contempladas via Bolsa Família, o benefício médio saltou de R$ 190 para, no mínimo, R$ 600.