Foto: Alan Santos/PR

O ministro das Relações Exteriores (Itamaraty), o chanceler Ernesto Araújo anunciou na manhã desta terça-feira (09), que em conjunto com outros países, o Brasil vai propor uma investigação e um processo de reforma na Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em reunião ministerial, Araújo afirmou que vê com “preocupação” a atuação da OMS durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“O Itamaraty acompanha o papel da OMS com muita preocupação. Falta de independência, aparentemente. Falta de transparência e coerência, sobretudo, no posicionamento, na origem do vírus, no compartilhamento de amostra, no contágio por humanos, nos modos de prevenção, no uso da hidroxicloroquina, nos modos de proteção e agora na transmissibilidade de assintomáticos”, disse.

Segundo o chanceler, a mudança nos posicionamentos mostra um “problema sistêmico na OMS”:

“Temos de examinar, porque é uma questão de influência política, de atores não estatais na OMS, é uma questão de métodos de transparência. Por isso, o Brasil está propondo, junto com outros países, uma investigação, um processo de reforma da OMS. Estamos coordenando com a Austrália, União Europeia, com outros países para esse imprescindível exame do que está acontecendo com a OMS”.

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