Marcelo Crivella, prefeito do Rio, declarou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão que o tornou inelegível até 2026. No último domingo (27), o Ministério Público Eleitoral solicitou a impugnação da candidatura do prefeito depois que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) o declarar inelegível por unanimidade. A informação é do jornal O Globo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Crivella terá como defesa no TSE o ex-ministro da Corte eleitoral, Admar Gonzaga, que é também advogado do presidente Jair Bolsonaro na criação do partido Aliança pelo Brasil. Na segunda-feira (28) Admar junto com Crivella fizeram uma live nas redes sociais defendendo a tese de que a condenação por inelegibilidade não é obstáculo à campanha pela reeleição. Em visita ao Hospital Municipal Souza Aguiar na terça-feira (29), Crivella voltou a falar sobre o tema:

“Não é raro perder aqui e ganhar lá. O TSE está longe desse diluvio de ódios e paixões que é a politica municipal. Aqui as coisas fervem. Acho que o TRE pode ser que tenha usado essa acusação que o MPE guardou no freezer por dois anos e na hora da eleição ele pegou. O Tribunal usou um rigor grande e mão pesada. Acho que foi de exemplo para todos os candidatos que será duro, tem que seguir a regra, sobretudo quem está no poder para evitar qualquer exagero ou desvantagem em relação aos outros candidatos”

Questionado se desconfiava que o Tribunal Regional Eleitoral estaria sob “ódios e paixões”, Crivella apenas declarou que se referia à toda a cidade do Rio:

“Não é o TRE que tem dilúvio, é a cidade. É uma eleição municipal. Aqui existem todos os partidos. Isso tudo de alguma forma influi na eleição, somos todos seres humanos. Isso é natural. Tenho um enorme respeito ao TRE ao Cláudio Brandão, por todos que estão ali compondo e espero que ganham no TSE” explicou.

Após a fala, Crivella citou a denúncia que ocasionou em sua inelegibilidade definindo-a como um “conta-gotas”, ele inclusive chegou a comparar seu caso com o do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), que foi condenado pelo TRE-RJ a ficar inelegível em 2018, mas que conseguiu uma liminar no TSE para suspender a pena e participar das eleições daquele ano.

“Não podemos comparar tromba de elefante com conta-gotas e precisamos ter dois pesos e duas medidas. Fui denunciado por ter ido em uma reunião com meu filho à noite, e eles disseram que houve abuso de poder político. Não sei que abuso foi esse se meu filho não foi eleito. Disseram que tinham funcionários da Comlurb, mas sinceramente não identifiquei. Era uma reunião com 50 pessoas em uma escola de samba” enfatizou.