O Ministério da Defesa emitiu uma nota nesta quinta-feira (7), para contestar informações publicadas no jornal o Globo, com o título “Ministério da Defesa quer aumento de 37% nos investimentos”. Segundo a pasta, trata-se de uma reportagem “sensacionalista e absolutamente equivocada”, em que destaca “Defesa cita rivais regionais para pedir mais recursos”.

“Contém graves incorreções e omissões, que levam o leitor à desinformação’, diz a nota do ministério da Defesa.

Confira na íntegra a nota divulgada pelo Ministério da Defesa sobre o Globo:

Brasília (DF), 06/08/2020 – O Ministério da Defesa (MD) esclarece que a matéria “Ministério da Defesa quer aumento de 37% nos investimentos” e, em especial, sua sensacionalista e absolutamente equivocada chamada de capa “Defesa cita rivais regionais para pedir mais recursos”, publicadas no Jornal O Globo, em 06 de agosto, contém graves incorreções e omissões, que levam o leitor à desinformação.

Inicialmente, cabe destacar que, ao contrário do que induz a chamada de capa, o Ministério da Defesa não cita rivais em seu ambiente regional e, menos ainda, utiliza suposta citação “como razão para ampliar gastos militares”.

Também, ao contrário do que apresenta a chamada de capa, as atualizações da Política Nacional de Defesa (PND), Estratégia Nacional de Defesa (END) e o Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN) não são “documentos internos”. As atualizações da PND, END e do LBDN são, na realidade, documentos públicos. Tais atualizações foram encaminhadas pelo Poder Executivo para apreciação pelo Congresso Nacional, em julho, conforme previsto na Lei Complementar nº 136/2010. Desde então, esses documentos estão, inclusive, disponíveis para consulta na página deste Ministério, na internet.

A matéria utiliza considerações apresentadas na análise do ambiente internacional contida no texto da PND, que foram descontextualizadas para, de forma equivocada, amparar sua tese e sua chamada de capa. Na análise do ambiente internacional, que, portanto, considera o mundo todo, o texto da PND constata a existência de “rivalidades entre Estados, tanto em nível global quanto regional”. Tal constatação não constitui nenhuma novidade, sendo de amplo conhecimento público e corroborada por qualquer analista esclarecido.