600PELOBRASIL

Compartilhada por deputados de esquerda, a hashtag #600PELOBRASIL chegou ao primeiro lugar dos trending topics do Twitter na manhã desta terça-feira, 1º de setembro. A movimentação pede a prorrogação do auxílio emergencial com o valor original de R$ 600, ao mesmo tempo em que critica a decisão do presidente da República, Jair Bolsonaro, que estendeu a medida por mais quatro meses sob o valor de R$ 300, metade dos repasses anteriores.

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A maior parte das postagens repercutindo a hashtag vieram de perfis com indícios de terem sido automatizados, os chamados “bots” (robôs), o que pode ter ajudado a oposição a alavancar o assunto na rede.

Segundo o pesquisador associado ao Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), Marco Konopacki, entre as características observadas em perfis possivelmente não autênticos estão a frequência muito baixa de postagens, pouquíssimos seguidores (em torno de 10 ou menos) e o perfil das publicações, a maioria retuítes – no caso do Twitter – ou mensagens padronizadas que se repetem entre diversos usuários.

De acordo com o pesquisador, é comum ainda que esses perfis tenham sido criados há pouquíssimo tempo, e que tenham os usuários – o “@” cadastrado – com um primeiro nome próprio e uma sucessão de números a frente. Todas essas características são observadas nas movimentações desta terça pela manutenção do auxílio emergencial à R$ 600.

Konopacki foi um dos criadores da plataforma Pega Bot, do ITS Rio, que calcula a probabilidade, em coeficiente porcentual, de um perfil ser automatizado, levando em conta esses indicativos.

Para ele, nenhum dos indícios pode, sozinho, confirmar se um perfil é um bot pré-programado, mas o conjunto de características elencadas pode indicar que uma hashtag, como a #600PELOBRASIL, foi impulsionada por uma rede de desinformação.

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*Com informações de O Estadão