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Joice Hasselmann (PSL-SP) anunciou, nesta terça-feira (05), durante discurso, que irá protocolar representações contra o líder do PSL na Câmara, Eduardo Bolsonaro (SP), no Conselho de Ética da Casa e na PGR por acusações e insultos que ela diz ter recebido do deputado.

Em um dos momentos, ela se emocionou ao contar a reação de seus filhos aos memes e xingamentos que a qualificam como “porca” e “gorda”. 

“Não vai ter homem, seja deputado, senador, presidente, quem quer que seja, não vai ter homem e nem mulher que vai fazer isso com a minha família. (…) Quando meu filho perguntou porque estavam fazendo isso comigo, eu respondi que são criminosos, são bandidos. O Código Civil e o Código Penal não deixam de existir só porque é virtual. Se não pararmos essa esquizofrenia, essa loucura, essa gangue, a gente não tem como reconstruir esse País”, disse.

Em seu discurso na Câmara, Joice alega ser vítima de machismo e diz que não vai tolerar que os xingamentos sejam expostos à sua família: “Foi a primeira vez que eu me senti vítima do mais sujo machismo. Não quero uma direita estúpida que odeie as pessoas”.

Joice, porém, afirmou que vai continuar apoiando o presidente Jair Bolsonaro e que vai trabalhar pela aprovação do pacote de reformas apresentado hoje pelo governo.

Joice em 2016

No entanto, Hasselmann já proferiu agressões semelhantes à ex-presidenta Dilma Rousseff e publicações antigas da deputada passaram a circular nas redes nesta quarta (6).

Um dos tuítes da deputada que veio à tona é de 30 de junho de 2016. Nele, a deputada divulga um vídeo em seu canal no YouTube e colocou como chamada “Hei pessoal, a vaca da Dilma engorda. Espia Brasil”. O vídeo trata de uma “vaquinha” online para receber doações em prol de uma viagem da ex-presidenta a um evento esquerdista.