A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que suspendeu as investigações contra Alexandre Baldy, secretário afastado de Transportes Metropolitanos de Doria e ex-ministro das Cidades de Temer. A informação é da revista Crusoé.

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Gilmar suspendeu as investigações por entender que o caso deveria estar na Justiça Eleitoral de Goiás, e não na Justiça Federal do Rio de Janeiro. No recurso, a PGR disse que o caso é de corrupção, e não de delitos eleitorais, e que Gilmar não demonstrou as violações ao princípio do juiz natural, apontado na decisão.

Baldy é acusado de receber R$ 2,6 milhões de propina entre 2014 e 2018. Em sua decisão, o ministro do STF disse que o caso tem que ir para a Justiça Eleitoral porque a denúncia cita “doações extraoficiais” de R$ 500 mil ao ex-ministro quando ele se candidatou a deputado, em 2014.