Impeachment de Witzel

Por unanimidade, a Comissão Especial de Impeachment da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o prosseguimento do processo de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC). O placar foi de 24 votos a 0. O relator, o deputado Rodrigo Bacelar (SDD), leu as 77 páginas do documento por pouco mais de duas horas, na presença dos 24 dos 25 deputados que formam a comissão.

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Houve apenas uma ausência na sessão. O deputado João Peixoto (DC), que está internado em Campos, sua cidade, onde se trata da Covid-19.

O parecer agora segue para a análise e votação de todos os membros da Assembleia, em plenário, onde precisa receber pelo menos 47 votos para ser aprovado. Se o impeachment for aprovado em plenário, um tribunal misto, formado por cinco deputados estaduais indicados pela Alerj e cinco desembargadores do TJ-RJ, terá até seis meses para decidir se cassa ou não o mandato de Witzel.

O relatório de Bacellar cita os desvios em contratos superfaturados com organizações sociais para gestão de hospitais antes e durante a pandemia do novo coronavírus. “Os fatos demonstram a não mais poder a supremacia do interesse privado sobre o público, o descaso com a vida e o oportunismo com a desgraça”, diz o relatório.

Votaram a favor do prosseguimento do impeachment de Witzel:

Rodrigo Bacellar (Solidariedade; relator)
Alexandre Freitas (Novo)
Bebeto (Podemos)
Brazão (PL)
Carlos Macedo (Republicanos)
Dionísio Lins (PP)
Dr. Deodalto (DEM)
Eliomar Coelho (PSOL)
Enfermeira Rejane (PCdoB)
Gustavo Schmidt (PSL)
Léo Vieira (PSC)
Luiz Paulo (PSDB; co-autor do pedido)
Márcio Canella (MDB)
Marcos Abrahão (Avante)
Marcus Vinicius (PTB)
Marina Rocha (PMB)
Martha Rocha (PDT)
Renan Ferreirinha (PSB)
Sub Tenente Bernardo (Pros)
Val Ceasa (Patriota)
Valdecy da Saúde (PTC)
Waldeck Carneiro (PT)
Welberth Rezende (Cidadania)
Chico Machado (PSD; presidente da comissão, último a votar)