IMPEACHMENT DE WITZEL

Por 69 votos a 0, a Assembleia Legislativa do Rio do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu na noite desta quarta-feira (23), prosseguir com o processo de impeachment do governador afastado Wilson Witzel (PSC). Ele está sendo julgado pelo crime de responsabilidade.

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Após a aprovação do pedido de impeachment, uma comissão mista com cinco deputados e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) será formada. Essa comissão decide se aceita ou não a denúncia. Caso for aceita, Witzel seria afastado temporariamente. Porém, ele já foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Depois do afastamento temporário, a comissão julgará o caso. Se 2/3 da comissão votarem a favor do impeachment, ele será afastado definitivamente. Se a comissão votar contra o impeachment, Witzel volta ao cargo.

Na semana passada, por unanimidade, a Comissão Especial de Impeachment da Alerj aprovou o prosseguimento do processo de impeachment de Witzel (PSC). O relatório cita os desvios em contratos superfaturados com organizações sociais para gestão de hospitais antes e durante a pandemia do novo coronavírus. “Os fatos demonstram a não mais poder a supremacia do interesse privado sobre o público, o descaso com a vida e o oportunismo com a desgraça”, diz o relatório.

Witzel adotou um tom forte, por vezes com ataques ao Legislativo: “Eu jamais fui omisso em ouvir e procurar corrigir. Quantos deputados foram investigar as OSs [organizações sociais]? Se tinha pagamento irregular, os senhores e as senhoras também foram omissos. Muitos aqui jamais me procuraram. Só falam da tribuna, só reclamam, mas não trazem solução nenhuma. Só fazem projetos autorizativos, atos politiqueiros”.