Foto: Pedro França/Agência Senado

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A senadora Selma Arruda (PSL-MT), afirmou que, além de Flávio Bolsonaro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também a pressionou para retirar o apoio à CPI da Lava Toga. A declaração foi dada ao site o Antagonista.

“Ele me convidou para jantar com ele, mas eu não fui. A gente sabe qual é o posicionamento dele. Na outra vez, ele pressionou eu e a Soraya [Thronicke] de uma forma muito explícita e até constrangedora. Então, a gente já sabe o que é isso. Quando ele me chamou para jantar, eu já sabia o que era e não fui.”

Selma relatou, ainda, que em discurso num jantar, em agosto, na casa de um filiado do PSL, Dias Toffoli “deu o recado”.

“Ele falou da necessidade de manter a integridade das instituição, de uma instituição não brigar com a outra. Ele deu o recado dele.”

“Pessoas do partido”, acrescentou a senadora, a chantagearam, dizendo que se ela não retirasse o apoio à CPI, o processo contra ela na Justiça Eleitoral teria um resultado certo: a cassação por caixa dois e abuso econômico confirmada pelo TSE.