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🧡 Ver Ofertas na ShopeeMilhões de pessoas podem estar em risco de desenvolver depressão induzida por medicamentos, incluindo remédios de uso comum como os antiácidos conhecidos como inibidores da bomba de prótons (IBPs). Esses medicamentos, amplamente utilizados para reduzir a acidez estomacal, registraram mais de 74 milhões de prescrições apenas na Inglaterra em 2023.
Os riscos dos IBPs e a absorção de nutrientes essenciais
Medicamentos como omeprazol e lansoprazol, dois exemplos populares de IBPs, podem dificultar a absorção adequada de vitamina B12 pelo organismo. Essa vitamina, encontrada em alimentos como carne, peixe, laticínios e ovos, é essencial para a saúde do sistema nervoso. A deficiência de vitamina B12 está associada a problemas psicológicos que, segundo o NHS (sistema de saúde britânico), podem variar de “depressão leve ou ansiedade até confusão e demência”.
As bulas desses medicamentos alertam sobre os riscos de depressão, perda de memória e confusão, recomendando que os pacientes procurem orientação médica caso apresentem esses sintomas.
Um estudo de 2017, que analisou cerca de 350 idosos, sugeriu que até um sexto dos casos de depressão poderia estar relacionado ao uso de IBPs. Segundo Deborah Grayson, farmacêutica especialista no tema, esses medicamentos podem bloquear mais de 80% da produção de ácido no estômago, reduzindo a capacidade do corpo de absorver nutrientes necessários para a produção de serotonina, o “hormônio da felicidade”.
Outros medicamentos associados à depressão
Além dos IBPs, outros medicamentos comuns também estão relacionados ao risco de depressão:
- Antibióticos da classe fluoroquinolona: Levofloxacino e ciprofloxacino, usados no combate a infecções bacterianas, podem afetar o humor de cerca de 1 a cada 100 pessoas. Pesquisadores acreditam que esses medicamentos alteram a comunidade de bactérias benéficas no intestino, o que pode impactar a produção de hormônios reguladores do humor.
- Anticonvulsivantes: Remédios como topiramato e gabapentina, usados para tratar epilepsia, podem desencadear depressão ou mudanças de humor em cerca de 1 a cada 100 pacientes, devido à supressão da atividade elétrica no cérebro e nos nervos.
- Corticosteroides: Prescritos para tratar inflamações em condições como asma e artrite, esses medicamentos podem alterar a forma como o cérebro responde ao estresse, aumentando o risco de problemas psiquiátricos, incluindo depressão. Estudos indicam que até 1 a cada 20 pessoas pode apresentar complicações mentais graves dependendo da dosagem e da duração do uso.
Dificuldades no diagnóstico e a importância do acompanhamento médico
Identificar se a depressão é causada pelo uso de medicamentos pode ser desafiador, pois envolve considerar outras possíveis causas, como fatores pessoais e sociais.
Grayson enfatiza que os pacientes não devem interromper o uso de medicamentos por conta própria ao enfrentarem efeitos colaterais como depressão. “É fundamental conversar com um médico ou farmacêutico, que pode ajustar a medicação, verificar os níveis de vitamina B12 e folato, ou recomendar alternativas”, explicou ao tabloide britânico Daily Mail.
O NHS orienta que qualquer pessoa que esteja enfrentando sintomas consistentes de depressão por mais de duas semanas procure ajuda médica, especialmente se os sintomas estiverem impactando o trabalho, os relacionamentos ou se houver pensamentos de suicídio ou automutilação.



















































































