Nos siga em

O QUE ESTÁ PROCURANDO

Ataques Cardíacos
(Pixabay)

Saúde

Pesquisa indica que betabloqueadores podem não beneficiar a maioria dos pacientes após ataque cardíaco

🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quarta-feira (08) no Mercado Livre

🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre

🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quarta-feira (08) na Shopee

🧡 Ver Ofertas na Shopee

Um ensaio clínico internacional coloca em xeque a prescrição rotineira de betabloqueadores para sobreviventes de ataque cardíaco cujos corações não sofreram danos significativos. Os resultados, publicados em revistas médicas de referência, indicam que o medicamento pode não trazer benefícios — e, em alguns casos, até aumentar riscos para mulheres.

A pesquisa acompanhou mais de 8,5 mil pacientes em 109 hospitais da Espanha e da Itália. Metade recebeu betabloqueadores, enquanto a outra metade não utilizou o medicamento. Após quatro anos, não houve diferença entre os dois grupos em relação ao risco de morte, novo infarto ou hospitalização por insuficiência cardíaca, segundo artigo publicado em 30 de agosto no New England Journal of Medicine.

“Mais de 80% dos pacientes com infarto não complicado recebem alta com betabloqueadores. Estes achados representam um dos avanços mais significativos no tratamento de ataques cardíacos em décadas”, afirmou o cardiologista Borja Ibáñez, diretor científico do Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares da Espanha e principal investigador do estudo.

Os resultados mostraram ainda que algumas mulheres apresentaram piora nos desfechos clínicos. De acordo com análise divulgada no European Heart Journal, aquelas que tomaram betabloqueadores tiveram risco absoluto de morte quase 3% maior em comparação com as que não receberam o medicamento.

“Nossos achados sugerem que uma abordagem única pode não ser adequada, e que considerações específicas de gênero são cruciais para intervenções cardiovasculares”, destacou o cardiologista Xavier Rosselló, do Hospital Universitário Son Espases, em Mallorca.

Os pesquisadores ressaltam que a prática de prescrever betabloqueadores após infartos teve início há quatro décadas, antes da consolidação de procedimentos como a angioplastia e o uso de anticoagulantes, que hoje permitem reabrir artérias bloqueadas de forma rápida e reduzir danos cardíacos.

“Hoje, as artérias coronárias são reabertas sistematicamente, o que diminui drasticamente o risco de complicações. Nesse novo contexto, a necessidade de betabloqueadores não está clara”, completou Ibáñez.

Os resultados também apontam que pacientes cuja função cardíaca foi moderadamente reduzida após o infarto ainda podem se beneficiar do medicamento, segundo estudo paralelo publicado na revista The Lancet.

As conclusões foram apresentadas no sábado (30) durante o congresso anual da Sociedade Europeia de Cardiologia, realizado em Madri.

Escrito Por

Pode ser do seu interesse

Ciência e Tecnologia

🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quarta-feira (08) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre 🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos...

Brasil

🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quarta-feira (08) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre 🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos...

Últimas Notícias

🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quarta-feira (08) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre 🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos...

Brasil

🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quarta-feira (08) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre 🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos...

CONTINUE LENDO APÓS O ANÚNCIO
Recomendados para você

Facebook
X\Twetter
LinkedIn
WhatsApp
Threads
Telegram
Reddit