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Uma equipe de pesquisadores brasileiros anunciou um avanço promissor na detecção da depressão, uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo e muitas vezes passa despercebida. Estima-se que cerca de 50% dos casos de depressão não sejam diagnosticados, já que os sintomas surgem de forma gradual ou inesperada, impedindo que os indivíduos percebam que estão deprimidos.
O novo método consiste em um biossensor portátil que analisa a saliva para medir os níveis de fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), uma proteína essencial para a saúde e o crescimento cerebral. Níveis baixos de BDNF podem indicar condições de saúde mental, como depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia, além de declínio cognitivo geral.
Segundo os pesquisadores, o teste é rápido e prático: basta adicionar uma gota de saliva ao sensor, e o resultado é enviado para um smartphone em apenas três minutos. “Este método é não invasivo, acessível e pode ser realizado em praticamente qualquer lugar”, afirmam os cientistas. O custo estimado do teste é de cerca de R$ 11,00, muito inferior aos métodos tradicionais, que exigem exames laboratoriais e procedimentos invasivos.
Embora ainda não esteja disponível ao público, especialistas acreditam que a inovação pode revolucionar a triagem da saúde mental, permitindo que a depressão seja detectada mais cedo e que tratamentos adequados sejam iniciados rapidamente, prevenindo o agravamento dos sintomas.
A depressão pode causar tristeza persistente, perda de interesse em atividades cotidianas, alterações no sono e apetite, irritabilidade, dificuldade de concentração e pensamentos suicidas. Normalmente, os diagnósticos são baseados em questionários psicológicos autoaplicáveis e, em alguns casos, exames complementares, como análises de sangue e ressonâncias magnéticas.
“Embora o teste de saliva não substitua um diagnóstico médico, ele pode fornecer informações valiosas sobre a saúde mental e cognitiva do paciente em tempo real”, afirmam os pesquisadores. Eles também destacam o potencial do dispositivo para monitorar o estado cognitivo e ajudar no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.