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🧡 Ver Ofertas na ShopeeEspecialistas em saúde cardiovascular soaram o alerta nesta semana após um novo estudo revelar um expressivo aumento nas mortes por insuficiência cardíaca nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa publicada no Journal of the American Heart Association, enquanto as mortes por infarto caíram 89% entre 1970 e 2022, os óbitos provocados por condições crônicas do coração — como insuficiência cardíaca, arritmias e doenças cardíacas hipertensivas — quase triplicaram e agora representam quase metade de todas as mortes por doenças cardíacas no país.
Há 50 anos, apenas 9% dos óbitos por problemas cardíacos eram atribuídos a essas condições. Em 2022, o índice saltou para 47%. As mortes por insuficiência cardíaca aumentaram 146% nesse período, as causadas por arritmias subiram 450% e as provocadas por hipertensão persistente cresceram 106%.
“Essa mudança no perfil das doenças cardíacas fatais reflete grandes avanços no tratamento de infartos, mas revela novos desafios no enfrentamento de outras doenças cardiovasculares”, disse a Dra. Sara King, especialista em saúde do coração da Universidade de Stanford e autora principal do estudo.
Ela destacou que os avanços na ressuscitação, no reconhecimento precoce de sintomas e nas tecnologias de diagnóstico e tratamento foram fundamentais para a queda nas mortes por ataques cardíacos. No entanto, segundo King, a insuficiência cardíaca vem se tornando uma ameaça crescente, especialmente entre adultos mais jovens.
A condição, considerada incurável, causa sintomas como falta de ar intensa, fadiga crônica e redução significativa da expectativa de vida — metade dos pacientes morre até cinco anos após o diagnóstico. Entre as principais causas estão infartos anteriores, obstruções nas artérias e predisposição genética, mas a obesidade aparece como um dos fatores mais influentes.
A Professora Latha Palaniappan, epidemiologista da Universidade de Stanford e coautora do estudo, afirmou que o aumento das mortes está fortemente ligado à alta nos fatores de risco cardiovascular, como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e má alimentação.
“Esses fatores contribuem diretamente para a sobrecarga de doenças cardíacas”, disse. Dados mostram que a obesidade nos EUA saltou de 15% para 40% desde os anos 1970, enquanto o diabetes tipo 2 e a hipertensão atingem quase metade da população adulta.
Pesquisas recentes também indicam que alimentos ultraprocessados, como salgadinhos, refrigerantes e doces, estão associados a um maior risco de doenças cardíacas fatais. Especialistas vêm pedindo a redução desses itens nas dietas. O sistema NOVA — criado por cientistas brasileiros — classifica os alimentos de acordo com o grau de processamento e serve como base para políticas públicas e diretrizes nutricionais no mundo todo.
Outro dado alarmante é o crescimento mais acelerado das mortes por insuficiência cardíaca entre adultos com menos de 50 anos. O aumento preocupa os especialistas, que defendem ações urgentes de saúde pública, como campanhas de conscientização, promoção da alimentação saudável e ampliação de exames preventivos.
Apesar dos avanços contra o infarto, o estudo conclui que a guerra contra as doenças do coração está longe de acabar. Para os autores, o foco agora deve ser prevenir condições cardíacas crônicas e garantir que as pessoas envelheçam com corações mais saudáveis.
Aproximadamente um a cada três brasileiros, 31%, vive com obesidade e essa porcentagem tende a crescer nos próximos cinco anos. No país cerca da metade da população adulta, entre 40% e 50%, não pratica atividade física na frequência e intensidade recomendadas.

Os dados são do Atlas Mundial da Obesidade 2025 (World Obesity Atlas 2024), da Federação Mundial da Obesidade (World Obesity Federation – WOF)
























































