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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta segunda-feira (2) que os EUA “não começaram esta guerra”, mas que, sob o comando do presidente Donald Trump, pretendem “terminá-la”.
A declaração foi feita durante coletiva de imprensa no Pentágono, em Arlington, Virgínia, em meio à escalada do conflito com o Irã. Segundo Hegseth, o regime iraniano estaria desenvolvendo mísseis e drones avançados para criar um “escudo convencional” destinado a proteger suas ambições nucleares.
“Não começamos esta guerra, mas sob o presidente Trump estamos terminando”, disse o secretário. Ele acrescentou que o Irã vinha construindo um sistema de defesa baseado em mísseis e drones para sustentar o que chamou de “chantagem nuclear”.
Hegseth também fez um alerta direto: “Se você matar americanos, se ameaçar americanos em qualquer lugar do mundo, nós vamos caçá-lo sem pedir desculpas e sem hesitação. E vamos matá-lo.”
Objetivos da operação
De acordo com o secretário, a missão militar dos EUA no Irã não inclui mudança de regime. O objetivo, segundo ele, é claro: destruir a ameaça de mísseis, neutralizar a Marinha iraniana e impedir o avanço nuclear do país.
“Esta operação é decisiva e devastadora. Sem armas nucleares”, afirmou.
Hegseth evitou confirmar se há tropas americanas em solo iraniano. “Não vamos entrar em detalhes sobre o que faremos ou deixaremos de fazer. Iremos tão longe quanto for necessário”, declarou.
Ele também afirmou que o conflito não será semelhante às longas guerras do Iraque e do Afeganistão. “Sem regras de engajamento estúpidas, sem atoleiro de construção de nação, sem guerra politicamente correta. Lutamos para vencer e não desperdiçamos tempo ou vidas”, disse.
Segundo o secretário, a operação é diferente das campanhas anteriores de “construção de democracia” e tem objetivos realistas, voltados à defesa dos interesses americanos e de seus aliados.
Ataques em larga escala
Após a fala de Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Daniel Caine, revelou detalhes da ofensiva militar contra o Irã.
Ele afirmou que, em 27 de fevereiro, o Comando Central dos EUA recebeu a ordem final do presidente Trump para iniciar a “Operação Epic Fury”. Segundo o general, bombardeiros B-2 realizaram voos ininterruptos de 37 horas partindo do território continental americano para atingir instalações nucleares subterrâneas no Irã.
Caine descreveu a ação como um ataque coordenado em larga escala. “Cem aeronaves decolaram por terra e mar — caças, aviões-tanque e bombardeiros — formando uma única onda sincronizada”, afirmou.
Nas primeiras 24 horas, segundo ele, cerca de mil alvos foram atingidos em múltiplos domínios de combate, incluindo ações cibernéticas e espaciais para “confundir o inimigo”.
Mortes e tensão crescente
A escalada ocorre após ataques iranianos a uma base americana no Kuwait, que resultaram na morte de quatro militares dos EUA. Hegseth não comentou o episódio envolvendo a queda de três caças americanos sobre o Kuwait, que o governo classificou como incidente de fogo amigo. Os pilotos conseguiram se ejetar e sobreviver.
O presidente Donald Trump afirmou que o conflito pode durar até quatro semanas. Em entrevista, disse que a campanha militar sempre foi planejada para esse período. “É um país grande. Pode levar quatro semanas — ou menos”, declarou.
Trump também alertou os americanos para se prepararem para mais derramamento de sangue, reforçando que os Estados Unidos manterão a ofensiva até atingir seus objetivos estratégicos.
O conflito entre Washington e Teerã representa uma das maiores tensões militares recentes no Oriente Médio, com impactos ainda imprevisíveis para a estabilidade regional e global.